De 2019 a 2021

Governo de MT promove investimento histórico na agricultura familiar

O balanço de recursos destinados à área soma mais de R$ 168 milhões

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Política

Foto: Mayke Toscano

O Governo de Mato Grosso já investiu de 2019 a 2021 R$ 168 milhões para fomentar cadeias produtivas da agricultura familiar, e promove um investimento histórico com recursos que vão ultrapassar R$ 265 milhões até o final de 2022, com a proposta de alavancar a economia dos municípios mato-grossenses. De 2019 a 2021, o balanço de recursos destinados à área soma mais de R$ 168 milhões.

Os investimentos contemplam cadeias produtivas em todas as regiões do Estado. Além de investir em equipamentos para as famílias e cooperativas de trabalhadores, o Governo também oferece infraestrutura aos municípios para que melhorem a logística de escoamento da produção ao consumidor interno e externo.

Para o governador Mauro Mendes, a organização das contas do Estado foi fundamental para garantir recursos em caixa e assim investir nas áreas prioritárias, como é o caso da agricultura familiar. “Vim de família dos agricultores familiares e investir nesse setor é, de certa forma, uma homenagem aos meus pais que me criaram em um sítio no interior de Goiás”.

O prefeito de Colíder, Hemerson Máximo, o Maninho, explica que os municípios enfrentam um grave problema com maquinários muito antigos e destaca como positivo” os investimentos do Governo na área de infraestrutura e agricultura familiar. “Esse esforço vai contribuir com retomada da economia, não tem como haver desenvolvimento sem boas estradas, sem apoio ao produtor rural, agradecemos o apoio, pois é fundamental deixar o município bem estruturado para receber investimentos”.

Na opinião do prefeito de Gaúcha do Norte, Voney Rodrigues Goulart, as máquinas e entregues estão ajudando os municípios a enfrentar o período mais chuvoso, melhorando o acesso e a segurança nas estradas. Já o prefeito de Cotriguaçu, Olírio dos Santos, avalia que as máquinas vão ajudar principalmente os municípios carentes, que têm muitas estradas não pavimentadas.

A prefeita de Carlinda, Carmelinda Martines Coelho, comemora que o município possui mais de R$ 6 milhões assegurados para fazer asfalto, aduelas, reformar escolas e ampliar o atendimento na saúde e agricultura familiar. “Esse governo tem uma forma diferente de administrar, promove parcerias com as prefeituras e busca o desenvolvimento de todas as regiões”.

Entre as entregas já feitas somente no ano passado estão: 58 patrulhas mecanizadas; 500 resfriadores de leite; 1,4 mil caixas de mel; 40 mil doses de sêmen bovino; 2,15 mil prenhezes de embriões bovinos; 60 mil toneladas de calcário; 22 distribuidores de calcário; 77 veículos; 85 máquinas e 7 caminhões.

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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