Na Capital
Novo Hospital Central já se encontra com 25% da obra em andamento
Por meio do Hospital Central, o Estado estima oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames por mês
Política
O Governo de Mato Grosso já realizou cerca de 25% do novo projeto da unidade, aproveitando a estrutura que esteve abandonada por mais de 34 anos. Até momento, foram investidos cerca de R$ 28 milhões na execução do novo projeto. A construção do Hospital Central de Alta Complexidade, localizado em Cuiabá, está a todo vapor.
Por meio do Hospital Central, o Estado estima oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames por mês. O novo projeto para a unidade prevê dez salas cirúrgicas, 60 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 230 leitos de enfermaria. A unidade hospitalar de alta complexidade disponibilizará um total de 290 leitos voltados para o atendimento de toda a população mato-grossense.
Dentre as especialidades previstas para o Hospital Central, estão Cardiologia, Neurologia, Vascular, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Urologia, Ginecologia, Infectologia e Cirurgia Geral.

Foto: Marcos Vergueiro
O novo projeto é executado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), com total de 32 mil m² de área construída, sendo que os 9 mil m² do prédio antigo são aproveitados.
“Essa é uma virada de página histórica daquilo que chamo de uma das maiores vergonhas deste Estado. Uma obra iniciada em 1984, que ficou mais de 30 anos paralisada. Mato Grosso era o único Estado Brasileiro que não tinha em sua capital um hospital de alta complexidade para atender a saúde pública. Agora vai ter”, pontuou o governador Mauro Mendes.
Já foram realizados procedimentos como fundação, construção da estrutura metálica, alvenarias, laje e rede de esgoto e demolições. A unidade conta com um cronograma de aproximadamente 22 meses de execução e previsão de entrega para novembro de 2022.
“É muito bom acompanhar de perto os avanços da obra do Hospital Central, que é esperado pela população de Mato Grosso há mais de 30 anos. A equipe da SES trabalha com muita seriedade para que esse hospital beneficie o nosso estado. Este é um Governo que prometeu fazer a saúde funcionar e está cumprindo essa promessa”, declarou o secretário Gilberto Figueiredo.
Política
Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias
Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).
A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.
Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
Vetos
Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.
O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.
Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.
Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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