"Gestão"
Parcerias com municípios resultam em mais de R$ 300 milhões de investimentos
Os convênios compreendem obras de pavimentação e recuperação de asfalto nas cidades, manutenção de pontes, fornecimento de aduelas, entre outras.
Política
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) firmou 111 convênios com prefeituras e consórcios intermunicipais em 2021, totalizando um investimento de R$ 306 milhões em obras nos municípios mato-grossenses. O valor compreende os recursos próprios aplicados pelo Governo do Estado, recursos de emendas parlamentares e também contrapartidas das prefeituras beneficiadas.
Os convênios compreendem obras de pavimentação e recuperação de asfalto nas cidades, manutenção de pontes e estradas vicinais, fornecimento de aduelas para substituição de pontes de madeira e também construção de praças e quadras esportivas.
O maior volume de obras é referente à pavimentação urbana. Entre serviços de pavimentação, recuperação, drenagem, microrrevestimento e aquisição de material betuminoso, foram formalizados convênios no valor de R$ 235 milhões.
Entre esses convênios, o de maior valor é o que foi firmado para a pavimentação dos distritos industriais de Rondonópolis, em um total de R$ 65 milhões.
Um total de R$ 29,9 milhões foi destinado para a manutenção de estradas estaduais ou municipais e manutenção de pontes. Deste montante, R$ 15 milhões foram destinados ao Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental Araguaia (Cidesa-MT) para manutenção de 239,94 km de rodovias não pavimentadas e de pontes de madeira na região do Norte Araguaia.
Na formalização do convênio, o Governo do Estado repassa uma quantia de recursos para a prefeitura, ou consórcio, que entra com algum valor de contrapartida, e fica responsável por executar as obras.
“Com os convênios, o Governo consegue ampliar sua aplicação de recursos no Estado de Mato Grosso. É importante ter as prefeituras como parceiras, para que elas recebam o dinheiro e possam executar mais obras lá na ponta, onde vivem os cidadãos”, afirmou o governador Mauro Mendes.
A Sinfra-MT também vai realizar obras civis em parceria com os municípios. Um total de R$ 41,6 milhões foram conveniados para realizar serviços como construção de praças, de quadra de basquete, campo de futebol, a reforma da feira municipal de Paranatinga e habitações populares.
Dentre estes convênios, o de maior valor foi para a construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) em Várzea Grande, no bairro Chapéu do Sol, com capacidade de captar 250 litros por segundo. A Sinfra-MT irá repassar R$ 26,9 milhões para esta importante obra.
“Esse é um projeto muito importante, talvez a principal demanda de Várzea Grande, que agora vai resolver o problema definitivamente”, explica o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
Aduelas
O Governo ainda firmou 36 convênios para o fornecimento de aduelas de concreto para os municípios. Neste tipo de celebração, o Governo adquire as aduelas e as repassa para os municípios, que são os responsáveis pelas suas instalações, sem nenhum tipo de transferência financeira.
No total, foram repassados 3.318 metros de aduelas, sendo 2.102 metros de aduelas 3x3m, 1.365 de aduelas 2,5×2,5m e 651 metros de aduelas 2x2m. O material fornecido pela Sinfra está mensurado em R$ 15,2 milhões e irá substituir 229 pontes de madeira em todo o Estado.
“Esse é um excelente projeto que o Estado de Mato Grosso está fazendo. Isso significa mais facilidade no escoamento da produção, mais segurança no transporte escolar pro filho do trabalhador rural. Isso para nós é muito importante”, afirmou o prefeito de Alto Araguaia, Gustavo Melo, que firmou um convênio para receber 252 metros de aduelas.
Máquinas
Em 2021, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística adquiriu máquinas, que foram repassadas para prefeituras, consórcios municipais e associações. O objetivo da aquisição, é reforçar o trabalho de manutenção das rodovias estaduais não pavimentadas, garantindo que as cidades tenham máquinas novas para executar os serviços.
Foram investidos R$ 103 milhões na aquisição de 194 máquinas, sendo 124 motoniveladoras, 36 escavadeiras e 34 pás-carregadeiras.
“A gente fica muito grato ao governador Mauro Mendes por estar investindo em infraestrutura nos municípios, para que a gente possa deixar estradas boas, com qualidade, possa trabalhar na pavimentação urbana, enfim, deixar nosso município bem estruturado para receber investimentos”, destacou o prefeito de Colíder, Hemerson Máximo.
Foto: Mayke Toscano – Secom-MT
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
-
Cidades22 horas atrásPrefeito de Cuiabá recebe policiais que iniciam estágio operacional em Motopatrulhamento Tático
-
Cidades22 horas atrásAvenida Miguel Sutil terá interdição para continuidade das obras do Complexo Leblon
-
Política22 horas atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
-
Cidades6 dias atrásCraques da Natureza: veja onde e quando participar da produção de mudas em Cuiabá
-
Política6 dias atrásPolícia Militar conduz homem e adolescente faccionados à delegacia e apreende revólver em Cáceres
-
Política22 horas atrásTribunal do Júri de Carlinhos Bezerra é remarcado após abandono da defesa durante sessão
-
Política6 dias atrásDeputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais
-
Cidades6 dias atrásEntrevistas técnicas para diretor e coordenador escolar acontecerão em julho

