"Cáceres"
Governo investe R$ 58,6 milhões em obras
A ZPE tem uma área de aproximadamente 240 hectares no Distrito Industrial de Cáceres. Até o momento, o Governo do Estado já executou 80% da obra de construção.
Política
O governador Mauro Mendes está nesta sexta-feira (03.12) na Região Oeste de Mato Grosso para assinatura de 30 novos convênios e contratos, no valor total de R$ 173,5 milhões. Em Cáceres, o Governo de Mato Grosso irá investir R$ 58,6 milhões para a construção do Terminal de Passageiros e execução de obras de readequação da pista do Aeroporto Regional; restauração e implantação de pavimentação da rodovia MT-343 e de estradas vicinais; substituição de pontes de madeira por aduelas de concreto em estradas não pavimentadas do Município; além da reforma do Estádio Municipal Luiz Geraldo Silva, do Ginásio Didi Profeta, do Mini Estádio de Futebol Jardim Paraíso e da Praça Duque de Caxias.
Todos os convênios firmados terão contrapartida da Prefeitura de Cáceres. “Governador, sua vinda hoje demonstra o compromisso do Governo de Mato Grosso com o município de Cáceres. O sentimento do cacerense hoje é de gratidão. O senhor reconheceu a importância dessas obras que estavam paralisadas quando o senhor assumiu o Estado e colocou Mato Grosso no trilho certo, de forma séria. Isso é gestão, é sinônimo de competência”, afirmou a prefeita de Cáceres, Eliene Liberato.
Pela celebração dos convênios com a Prefeitura de Cáceres, o Governo de Mato Grosso irá repassar mais de R$ 7 milhões para as obras de readequação do Aeroporto, sendo R$ 4,9 milhões captados via Fundo Nacional de Aviação Civil e o restante do investimento via Programa Mais MT – Aeródromos Públicos.
Ainda no Município, serão investidos R$ 14,8 milhões, via Programa Mais MT, para a restauração funcional e implantação de pavimentação em mais de 30km da rodovia MT-343, no trecho entre Porto Estrela e o entroncamento com MT-246, em Barra do Bugres.
“Temos mais investimentos previstos para Cáceres, na construção de escolas estaduais, equipamentos que serão encaminhados para o Município, além de outras ações que ainda estamos modulando com a prefeita e que, no devido momento, a gente vem aqui para dar a notícia concreta. Porque é assim que temos trabalhado no Governo de Mato Grosso: aplicando corretamente o recurso público, que não é o dinheiro do governador, é o dinheiro do povo que o Estado arrecada e devolve para o cidadão, através de tantas e tantas obras que graças a Deus estamos dando andamento”, disse o governador Mauro Mendes.
Por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), serão investidos também recursos na ordem de R$ 2,5 milhões para a substituição de 11 pondes de madeira por aduelas de concreto em estradas não pavimentadas nos bairros Roça Velha e Vila Sadia.
Além disso, o governador Mauro Mendes autorizou a celebração de mais cinco convênios, que totalizam R$ 11,5 milhões de investimento, para a reforma do Estádio Municipal Luiz Geraldo Silva, do Ginásio Didi Profeta, do Mini Estádio de Futebol Jardim Paraíso e da Praça Duque de Caxias, e para a implantação de asfalto em estradas vicinais.
O Governo irá investir ainda R$ 2,5 milhões, num convênio com a Prefeitura de Porto Estrela, para a construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Jauquara. A ponte terá extensão de 71,10m e largura de 4,5m.
“Esse Governo é um Governo de ação. É um Governo que se preocupa com o interior do Estado. Cáceres é um dos principais municípios do Oeste de Mato Grosso, um dos principais municípios de todo o Estado, e precisava de uma atenção especial por parte do Governo do Estado. Nos últimos anos, infelizmente, estava esquecida. O senhor vem aqui hoje para resgatar a autoestima do povo cacerense. A Assembleia Legislativa tem orgulho de ser parceira dessa gestão”, declarou o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi.
Vistorias
A agenda da comitiva do Governo de Mato Grosso em Cáceres inclui ainda vistoria às obras da Zona de Processamento e Exportação (ZPE) e da Escola Técnica Estadual (ETE) de Cáceres. A construção das unidades estava paralisada há décadas e saiu do papel na atual gestão.
A ZPE tem uma área de aproximadamente 240 hectares no Distrito Industrial de Cáceres. Até o momento, o Governo do Estado já executou 80% da obra de construção dos oito blocos das unidades administrativas.
Já a escola técnica contará com 12 salas de aula, 11 laboratórios, um laboratório especial, um auditório com capacidade para 150 pessoas, quadra poliesportiva, biblioteca, centro de vivências (refeitório e jardim), além de salas para o administrativo pedagógico. Ao todo, a unidade terá uma área de 5.577 m².
Integram a comitiva o prefeito de Curvelândia, Jadilson Alves, Valdeci José de Souza, de Jauru, os deputados federais Leonardo Albuquerque, Nelson Barbudo e Valtenir Pereira, os deputados estaduais Dr. Gimenez, Valmir Moretto e Tulio Fontes, e os secretários de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira; de Comunicação, Laice Souza; de Agricultura Familiar, Silvano Amaral; de Desenvolvimento Econômico, César Miranda; de Ciência, Tecnologia e Inovação, Nilton Borgato; e o secretário-chefe de gabinete do governador, Jordan Espíndola.
Foto: Mayke Toscano/Secom-GOVMT
Política
Retrospectiva: deputados aprovaram política nacional para investimentos em minerais críticos e estratégicos
A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê incentivos para o processamento e a transformação desses minerais no Brasil e agora será analisada pelo Senado.
A medida está prevista no Projeto de Lei 2780/24, de autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros parlamentares.
Os minerais críticos e estratégicos são usados na fabricação de tecnologias como smartphones, carros elétricos e equipamentos militares.
O texto, que teve a relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com aporte de R$ 2 bilhões da União para apoiar projetos do setor.
O projeto também prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais, distribuídos ao longo de cinco anos, para o beneficiamento e a transformação desses minerais no Brasil.
O fundo será financiado com recursos do Orçamento federal e também com os bônus de assinatura, valor pago à União pela empresa vencedora do leilão de uma área destinada à exploração desses minerais.
As empresas deverão contribuir com 0,5% da receita operacional bruta para o Fgam. Como alternativa, poderão destinar esse valor a um fundo privado voltado ao incentivo da pesquisa na área, conforme regulamentação futura.
O projeto ainda permite acesso a recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar operações de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.
Depositphotos
Deputados aprovaram proposta para coibir comércio ilegal de ouro
Comércio de ouro
Para tentar diminuir o comércio ilegal de ouro, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que muda a forma de venda do metal, criando um sistema de rastreabilidade a cargo da Casa da Moeda do Brasil (CMB).
De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 3025/23 foi aprovado com texto do deputado Marx Beltrão (União-AL) e está em debate no Senado.
Se virar lei, não poderá mais haver transporte e comércio de ouro garimpado por cooperativa ou pessoa física, que hoje podem realizar uma primeira compra do ouro extraído.
A proposta acaba também com a possibilidade de uso exclusivo de nota fiscal em papel para comprovar possível legalidade do ouro transportado em todo o território nacional.
A venda deverá ocorrer apenas por meio de Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Algumas se especializaram no comércio de ouro.
Já o pagamento deverá ser feito em real, com crédito em conta de depósito ou em conta de pagamento.
Quanto ao sistema de rastreabilidade do ouro, deverá ocorrer uma marcação física no metal e registro de todas as transações ao longo das transações.
Multa no setor petrolífero
O Plenário da Câmara também aprovou o Projeto de Lei 399/25, do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), que reajusta as multas aplicáveis pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e cria uma taxa de fiscalização a ser paga à agência pelo setor regulado em razão dos serviços prestados.
O texto foi relatado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e aumentou as multas atuais da ANP, na faixa entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, em 4,7 vezes, passando-as para de R$ 23,5 mil a R$ 23,5 milhões, conforme a infração e sua gravidade.
Quem importar ou comercializar petróleo e derivados fraudados, por exemplo, poderá ser punido com multa de R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões. Outro tipo de multa também é incluído, como a por descumprimento de metas de descarbonização.
Com a criação da Taxa de Fiscalização e Serviços (TFS-ANP), a agência terá uma contraprestação pelos serviços de regulação e fiscalização do setor de petróleo, gás e biocombustíveis, além da produção de hidrogênio e captura e estocagem geológica de gás carbônico.
Os valores dessas taxas variam bastante segundo o tipo de atividade e podem ser em periodicidade anual, única ou por solicitação. A vigência será a partir de 1º de janeiro de 2027.
O texto está em análise no Senado.
Dados fiscais
Outra proposta aprovada relacionada à ANP foi o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25, que permite à agência acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela, a fim de melhorar a fiscalização.
A proposta, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, foi relatada pelo deputado Neto Carletto (Avante-BA) e condiciona a concessão para exercício das atividades reguladas pela ANP à autorização de acesso a esse tipo de dados.
As empresas com outorgas de funcionamento já existentes deverão providenciar a autorização para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso serão definidos em regulamento.
De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações:
- das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais;
- das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e); e
- dos Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e).
A principal motivação do projeto é melhorar a fiscalização da obrigatoriedade de adicionar biocombustíveis (etanol e biodiesel) ao combustível de origem fóssil (gasolina e diesel) e combater casos de adulteração.
A proposta está em análise no Senado.
Números do semestre
No total, foram aprovados, pelo Plenário da Câmara no primeiro semestre deste ano, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 proposta de emenda à Constituição.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira
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