Policia
Pantanal Transporte vai pagar R$ 222 mil de indenização
Polícia
A magistrada Ana Paula da Veiga, da 8ª Vara Cível de Cuiabá, condenou a Pantanal Transportes a pagar mais de R$ 222 mil de indenização à família de um motociclista morto em acidente com um ônibus da empresa. A juíza levou em consideração que a vítima era a responsável por sustentar tanto seus pais e duas irmãs, e consentiu os pedidos de indenização por dano moral, material e alimentício.
O acidente aconteceu em fevereiro de 2017 em um cruzamento entre duas ruas do Bairro Residencial Ilza Therezinha Picolli. Na época, Joberson de Souza Rosa Silva, de 24 anos, transitava com sua motocicleta quando atingiu a lateral do ônibus.
O jovem chegou a ser socorrido com vida e foi levado para o Pronto Socorro, mas morreu duas horas depois de sofrer politraumatismo. Então a família entrou com uma ação contra a Pantanal Transportes culpando a empresa pelo acidente. Pois foi constatado que o motorista estava acima da velocidade permitida.
Os familiares ainda pediram indenização da empresa, pelo fato, antes de morrer, a vitima sustentava os pais e as suas irmãs com o salário que ganhava como empresário do ramo da construção civil.
Por não haver sinalização no local, a defesa da Pantanal Transportes negou a culpa da empresa e argumentou que foi “a vítima quem assumiu a culpa exclusiva pelo sinistro acidente, ao se descuidar na travessia”.
Durante o desenrolamento do processo, a juíza teve acesso ao boletim de ocorrência do caso e ao relato de testemunhas, que confirmaram que a velocidade do motorista excedia ao que era permitido da pista. Descrevendo, inclusive, a marca de pneu que ficou na rua na tentativa de frear o ônibus.
A magistrada, com todos os indícios expostos, entendeu que o motorista poderia ter evitado o acidente caso cumprisse normas do Código de Trânsito Brasileiro. Na decisão, a Pantanal foi condenada a pagar R$ 50 mil para cada membro da família por danos morais, totalizando R$ 200 mil. Também terá R$ 18.665 por danos materiais, pela perca total da motocicleta da vítima.
A empresa também deverá pagar a pensão mensal de R$ 3.697,97 para compensar parte do valor que o jovem utilizava para o sustento da família. O pagamento deve acontecer até a perspectiva média de vida da vítima, de acordo tabela do IBGE na data do óbito, ou até o falecimento dos beneficiários, o que ocorrer primeiro.
“É certo que o valor a ser arbitrado de maneira nenhuma reparará o dano pela perda do filho e irmão, mas poderá servir para amenizar a dor e o sofrimento, com a punição da responsável […]”, compreendeu a juíza.
Polícia
Prefeita Flávia Moretti vistoria obra do Beco do Alameda: “Há 40 anos ninguém olha para cá e agora está resolvendo”, diz presidente do bairro
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, vistoriou, nesta sexta-feira (28.08), as obras de revitalização urbana do Beco da região do Alameda. A intervenção é resultado de uma compensação urbanística, com recursos privados da empresa Tarumeiro Mato-Grossense Empreendimentos Imobiliários Ltda., no valor de R$ 200 mil.
Conforme a prefeita, o local está sendo transformado com a implantação de drenagem e bocas de lobo, medidas que têm como objetivo evitar alagamentos e garantir maior durabilidade à obra. O espaço também receberá projeto urbanístico e paisagístico.
“Aqui é um local onde andei e visitei várias pessoas. Vim conferir, pois é uma obra bonita e que será um ponto de encontro importante para a comunidade. As obras de drenagem já foram feitas e, daqui a pouco, estará do jeito que muitos moradores do Alameda desejam”, afirmou a prefeita.
A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, explicou que a obra contempla uma área de 628 m², com investimento de R$ 200 mil.
“A compensação urbanística é um instrumento justo e moderno. As empresas que se instalam em Várzea Grande precisam contribuir para o desenvolvimento da cidade e para a melhoria da vida de quem aqui mora. Esse projeto mostra como o setor público e o privado podem caminhar juntos em benefício da população”, destacou.
O presidente do bairro Alameda, Manoel Gonçalo, conhecido como “Canhão”, conta que a comunidade espera há mais de 30 ou 40 anos pela realização da obra.
“Aqui é um local que nunca foi olhado, nunca foi planejado, mas agora temos uma grande esperança. Por isso, eu agradeço e fico feliz em ver esse projeto dando certo”, afirmou Canhão.
Galeria de Fotos (3 fotos)
Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
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