"Segurança"

ALMT realiza audiência para discutir plano estratégico de amparo à mulher

O debate é uma iniciativa do presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB). Ele afirmou que o planejamento representa um avanço em ações mais efetivas para combater a violência.

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Assembleia Legislativa discutiu o Plano Estratégico da Câmara de Defesa da Mulher do Estado de Mato Grosso, durante audiência pública realizada na manhã de hoje (18). Com um aumento de 17% este ano, em relação há 2020, no número de mortes registrada por feminicídios, a proposta apresentada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) tem o objetivo de fortalecer a rede de amparo às mulheres vítimas de violência doméstica, com objetivos e ações a serem implementadas até 2030.

O debate é uma iniciativa do presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB). Ele afirmou que o planejamento representa um avanço em ações mais efetivas para combater a violência contra as mulheres. “Esse é um tema importante, que precisa ser debatido para criação de políticas públicas que melhorem as condições de denúncia, proteção e amparo às mulheres vítimas de violência domestica”, avalia.

A coordenadora da Câmara Temática de Defesa da Mulher da Sesp-MT, Mariell Antonini Dias Viana, explicou que a unidade existe desde 2017 e que após muitos debates e estudos foi possível construir uma proposta de melhorias significativas para tornar o sistema mais eficiente. “Foi por meio de um trabalho em conjunto com representantes de todos os setores da segurança pública, judiciário, entidades de apoio e sociedade civil, que chegamos a esse plano com estratégias para melhorar a rede de atendimento e oferecer à vítima de violência doméstica um serviço eficiente que garanta segurança para denunciar, amparo para prosseguir com esse processo e ainda mecanismos para sair da situação de vulnerabilidade”, afirmou.

Segundo ela, um dos principais objetivos definidos é a estruturação de delegacias especializadas para atendimentos exclusivos desses casos específicos, com profissionais capacitados e rede interligada com outros órgãos para todos os encaminhamentos posteriores à denúncia.

Para a defensora pública Rosana Leite Antunes de Barros, a câmara já tem feito a diferença com mecanismos criados a partir das informações e discussões levantadas durante os trabalhos, como a Patrulha Maria da Penha e o aprimoramos dos inquéritos a inclusão de informações para dar mais consistência, conforme citou. “Precisamos pensar no futuro, e um plano de longo prazo nos permite planejar ações e medidas que precisam ser tomadas dentro da segurança pública para combater esse tipo de violência que as mulheres sofrem. É um estudo que reflete a nossa realidade e define os desafios a serem enfrentados para melhorar toda a rede que precisa existir para tornar efetiva esse amparo e defesa”, destacou.

O debate aconteceu no sistema híbrido e contou com a participação do deputado Wilson Santos (PSDB), representantes das forças de segurança do estado, Defensoria Pública, Procuradoria Geral, Tribunal de Justiça, Ordem dos Advogados Do Brasil (OAB), sociedade civil e outras entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres.

Entrega de moções de Aplauso

Durante o evento, o presidente do Legislativo Max Russi e o deputado Wilson Santos fizeram a entrega de moções de aplauso para homenagear pessoas que se destacam no trabalho para combater a violência doméstica.  

“Homenageamos também homens e mulheres que contribuem, até mesmo para além das suas atribuições no combate aos crimes cometidos contra as mulheres e no desenvolvimento de estruturas que ofereçam um atendimento mais humano para as mulheres que denunciam e buscam por apoio para sair da situação de violência”, afirmou o presidente.

A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, Jozirlethe Magalhães Criveletto, foi uma das homenageadas e destacou a importância do reconhecimento dos trabalhos que, na maioria das vezes, ela destaca, vai além das atribuições profissionais. “Quando recebemos essa homenagem, a sociedade também passa a reconhecer a importância dos trabalhos e da dedicação que empenhamos para mudar as estruturas e melhorar as condições de atendimento para as mulheres vítimas de violência”, afirmou.

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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