“Prenda de aniversário”

Ministério Público Federal pede cassação do mandato de Bezerra em seus 80 anos

“O deputado é investigado pela suposta constituição de um gabinete paralelo de campanha, onde estaria utilizando de recurso ilegal do partido”.

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No mesmo dia em que o deputado federal, Carlos Bezerra completa 80 anos, dos quais, a sua maioria usufruindo dos “louros” da vida pública, mesmo já com idade avançada, se transformando em um verdadeiro  guerreiro da política, vencendo vários embates, passando por uma espécie de metamorfose “transformando uma forma decadente em Mumm Ra, o de vida eterna”.

Pelo que tudo indica, o eterno político não contava com o poder do “Olho de Tandera” da espada justiceira do Ministério Público Federal, que com o pedido de cassação do mandato, poderá decretar a aposentadoria da vida pública de Carlos Bezerra, encerrando os ciclos de mais uma “metamorfose eleitoral”.

No mesmo dia em que cogitava uma afirmação para mais uma campanha eleitoral, em 2022, concorrendo a reeleição ao cargo de deputado federal, como também, as comemorações pelos seus 80 anos, a possibilidade de cassação do mandato de deputado federal de Carlos Bezerra, devido ao pedido do Ministério Público Federal, foi encarado por muitos, como o verdadeiro “presente de grego”, para outros, como o “golpe de misericórdia”, abrindo a cominho da aposentadoria do eterno cacique.

“O deputado é investigado pela suposta constituição de um gabinete paralelo de campanha, onde estaria utilizando de recurso ilegal do partido”.

Entre fatos, argumentos, suposições, indagações, omissão, investigação, a notícia de uma eminente cassação de um agente político, como Carlos Bezerra, movimenta praticamente todo cenário da política, já que sendo confirmada a cassação, a dança das cadeiras começa desde as cogitações.

Se por um lado existe preocupação e mudança de planos, por outro, abre a oportunidade de permanência na vida pública, ainda mais para quem não está conseguindo viabilizar a sua pré-candidatura a reeleição ao Senado da República, garantindo assim o bom filho a casa torna na Câmara Federal.

Foto: Divulgação

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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