Economia
Prefeitura de Cuiabá adianta pagamento dos salários em homenagem ao Dia do Servidor Público
Nesse contexto pandêmico, em que a economia foi diretamente afetada, pagar os salários em dia é também uma forma de impulsionar nosso comércio.
Economia
Sustentando a premissa de valorização ao servidor público, conforme a gestão Emanuel Pinheiro, o prefeito em exercício José Roberto Stopa anunciou nesta quarta-feira (27) o pagamento da folha salarial referente ao mês de outubro nesta quinta-feira (28). Desde 2017, os vencimentos são quitados rigorosamente dentro do mês trabalhados e desta vez, em homenagem ao Dia do Servidor Público, a folha será adiantada.
Atualmente, o Município possui mais de 16 mil servidores ativos e cerca de 5 mil beneficiários do Cuiabá-Prev. Dessa forma, segunda a Secretaria Municipal de Fazenda, neste mês a folha salarial é de aproximadamente R$ 62 milhões. Com mais esse compromisso cumprido, a gestão Emanuel Pinheiro chega há 57 meses sem atrasar ou escalonar o pagamento dos salários dos servidores municipais.
“É com muito prazer que dou essa boa notícia para os nossos servidores públicos. Nesse dia 28, vamos depositar o merecido salário daqueles que nos ajudam a construir uma Cuiabá melhor para toda a sociedade. Essa é uma prática contínua na gestão, que estamos dando seguimento. Temos esse cuidado especial em garantir todos os direitos conquistados pelo servidor público”, enfatizou o prefeito em exercício.
José Roberto Stopa destacou ainda que, além da clara demonstração de respeito ao funcionalismo, o pagamento dos salários também colabora com a movimentação da economia local. “Nesse contexto pandêmico, em que a economia foi diretamente afetada, pagar os salários em dia é também uma forma de impulsionar nosso comércio, que terá o fluxo de clientes ampliado”, disse.
Vale destacar que o cumprimento do pagamento do salário dentro do mês trabalhado e, por diversas vezes, de forma adiantada é fruto de um trabalho de gestão fiscal eficiente. Desde 2017, a gestão Emanuel Pinheiro vem presando pelo respeito ao limite dos gastos com pessoal, seguindo estritamente o que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000).
Para se ter uma ideia, a folha salarial fechou o último quadrimestre representando 44% do orçamento. Ou seja, abaixo do limite prudencial de 52,3% e também do limite oficial que é 54%. “São dados que comprovam nossa responsabilidade com os recursos públicos. Mantendo esse zelo pelo erário conseguimos garantir o direito do servidor e, ao mesmo tempo, conquistar investimentos para aplicar em melhorias para o cidadão”, pontuou Stopa.
Foto: Davi Valle-Secom-Cuiabá
Economia
Ministro chama tarifa dos EUA de “indevida” e promete reação
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

Segundo ele, o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.
A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, será somada à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana.
Brasil contesta
Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.
“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, declarou o ministro em entrevista coletiva esta noite.
Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.
“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, acrescentou.
Setores afetados
Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro afirmou que diversos setores da indústria brasileira serão atingidos pela cobrança acumulada de 37,5%.
“Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, destacou.
Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.
Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.
O MDIC informou que ainda não existe ainda uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação. Segundo a pasta, o governo continuará nos próximos dias a fazer o levantamento de todos os itens afetados simultaneamente pelas sobretaxas de 25% e de 12,5%.
Negociação primeiro
O ministro afirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.
Ao mesmo tempo, ressaltou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.
“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, disse.
Segundo ele, a adoção de eventuais medidas dependerá da evolução das negociações.
“O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, afirmou.
Próximos passos
De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo neste momento é apoiar os setores mais afetados pelas tarifas, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.
O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.
Enquanto isso, empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.
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