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Prefeitura realiza novo processo licitatório para garantir pavimentação do bairro Jardim Industriário II

A adoção da medida foi necessária por conta da rescisão contratual efetuada com a empresa vencedora do primeiro certame, concluído pelo Município no fim de 2020.

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Foto: Secom MT

A Prefeitura de Cuiabá está realizando um novo processo licitatório para garantir a retomada da obra de pavimentação do bairro Jardim Industriário II. A adoção da medida foi necessária por conta da rescisão contratual efetuada com a empresa vencedora do primeiro certame, concluído pelo Município no fim de 2020. A previsão é de que a nova concorrência pública seja finalizada em novembro deste ano.

O novo processo licitatório recebeu a inscrição de sete empresas. Dessas, cinco foram consideradas habilitadas, após a análise das documentações feita pela Secretaria Adjunta Especial de Licitações e Contrato. Neste momento, a Secretaria de Obras Pública faz a avaliação da qualificação técnica das classificadas. Por fim, será feita a abertura das propostas de preço e anúncio vencedora.

O bairro foi incluído pela gestão Emanuel Pinheiro no programa Minha Rua Asfaltada, para receber a melhoria na infraestrutura viária em todas as ruas. Com um investimento de aproximadamente R$ 3,3 milhões, o projeto para a comunidade prevê a execução de cerca de cinco quilômetros de pavimentação. Além disso, também estão inclusos a construção da rede de drenagem de águas pluviais, meio-fio e calçada.

A Secretaria Municipal de Obras Públicas é a responsável por coordenar e fiscalizar a execução do projeto. “No primeiro semestre deste ano, solicitamos a rescisão contratual ao constatarmos que o trabalho no local não estava em conformidade com o padrão de qualidade que exigimos. Após finalizar essa etapa, iniciamos a licitação e, na sequência, vamos assinar uma nova ordem de serviço”, explica o vice-prefeito e titular da Pasta, José Roberto Stopa.

A obra faz parte do programa Minha Rua Asfaltada, criado em 2017 pelo prefeito Emanuel Pinheiro com o objetivo de avançar com a melhoria na infraestrutura nos bairros da Capital. O recurso aplicado no Jardim Industriário II é fruto de uma operação de crédito de R$ 17,8 milhões, formalizada em 2020 com o Banco do Brasil. Também são beneficiados com o investimento os bairros Sol Nascente, Jardim Imperial II e Nova Esperança III.

“Contando com uma grande articulação do prefeito Emanuel Pinheiro, continuamos trabalhando para que novos bairros sejam beneficiados. Agora, estamos finalizando as etapas administrativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para pavimentar 19 bairros. Para adiantar, também iniciamos as licitações para contratação das empresas”, completa Stopa.

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Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT

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Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.

Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.

Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.

O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.

Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.

Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.

Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.

“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.

O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.

As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.

“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.

Fonte: ALMT – MT



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