Rondonópolis
Senar-MT e Sindicato Rural promovem primeiro encontro de produtores de gado de leite
Os participantes receberam instruções sobre o uso do BRS Capiaçu na suplementação dos animais fizeram um tour pela propriedade rural, observando de perto a utilização da variedade, assim como as orientações de plantio, colheita e a silagem
Economia
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e o Sindicato Rural de Rondonópolis promoveram um encontro de produtores de bovinocultura de leite, na quarta-feira (13.10). O evento foi realizado em uma propriedade rural em São José do Povo, que é assistida pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar-MT. O encontro contou com a participação de produtores rurais, do superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia, e do presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Lucindo Zamboni Júnior.
Os participantes receberam instruções sobre o uso do BRS Capiaçu na suplementação dos animais fizeram um tour pela propriedade rural, observando de perto a utilização da variedade, assim como as orientações de plantio, colheita e a silagem. De acordo com o superintendente do Senar-MT, foi um dia de aprendizado aos produtores da região. “Foi um dia muito produtivo e de muita troca de conhecimento em que vimos a importância do capiaçu na suplementação do gado de leite, uma importante ferramenta que tem ajudado os produtores assistidos pela ATeG”, disse Chico da Pauliceia.
O técnico de campo credenciado ao Senar-MT, Leonardo Alves de Freitas, aproveitou para explicar sobre o funcionamento da ATeG. “Assim que o produtor se manifesta para participar do programa, a propriedade é cadastrada e passa a receber uma visita mensal e agendada do técnico, onde ele vai receber o suporte tanto técnico, quanto gerencial da propriedade através de um software específico para área de gestão da propriedade, sem custo algum. O programa funciona muito bem, atualmente temos 32 produtores de leite da região participando da ATeG”, disse.
Há 11 anos na propriedade rural especializada na produção de leite, a produtora rural Alessandra Alves Freitas, proprietária do Sitio Santo Antônio explicou o salto técnico e de controle de tudo que acontece dentro do sítio com a implantação da ATeG. “Antes fazíamos tudo de forma vaga. Assim que a consultoria começou aprendemos a fazer anotações e também através da inseminação artificial, melhoramos o nosso rebanho. Hoje os números que alcançamos falam por si, com 450 litros/dia de leite, aumentamos o plantel e temos mais novilhas para entrar no ano que vem, o que garante uma parte financeira estável e com possibilidade de melhorar ainda mais”, comentou.
O também produtor de leite Eduardo Poppi, da região do Campo Limpo, em Rondonópolis, aproveitou o evento para saber mais sobre a próxima atualização que fará no manejo das pastagens para as 120 vacas leiteiras de seu plantel. “Foi muito produtivo para aprender coisas novas, e principalmente aprimorar a plantação do capiaçu para fazer a silagem que é o que mais necessitamos hoje”, explicou.
O presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Lucindo Zamboni Júnior, destaca que a ATeG traz um conjunto de informações para o produtor rural e de como interpretá-las para aumentar a produtividade e consequentemente os lucros da propriedade. “A ATeG é uma ferramenta muito importante para o produtor rural, pois leva a assistência técnica direto ao campo e o produtor tem na base essas informações, com o técnico indo in loco observando as imperfeições e fazendo os ajustes necessários”, falou.
Metodologia – Segundo o coordenador da ATeG, Armando Urenha, o método de trabalho é adequado de acordo com as necessidades de cada produtor. Inicialmente, os técnicos de campo credenciados ao Programa realizam o diagnóstico das propriedades e somente após essa análise são ministradas as orientações para a melhoria da produtividade. “Primeiramente é necessário conhecer cada realidade para que o técnico possa dar assistência da melhor forma possível. Ele vai conhecer aos poucos o gargalo de cada propriedade e orientar os produtores para obterem melhores resultados”.
Economia
Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral
O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.
Principais números
- Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
- Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
- Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
- Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
- Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).
Câmbio
O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.
A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.
Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.
Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).
A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.
Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.
Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.
* Com informações da Reuters
-
Polícia6 dias atrásMPT investiga padaria em Cuiabá após denúncia de pressão para voto em Flávio Bolsonaro
-
Política5 dias atrásAssembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade
-
Política7 dias atrásFlávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
-
Cidades3 dias atrásEspaço de Acolhimento à Mulher do HMC garante sigilo e amparo às vítimas de violência
-
Política5 dias atrásThiago Silva reúne-se com governador e defende investimentos em educação e saúde
-
Política5 dias atrásRquerimento cobra celeridade em obras de escola em Rondonópolis
-
Cidades4 dias atrásPrefeitura e Estado discutem melhorias na segurança viária da Avenida da FEB durante obras do BRT
-
Esporte6 dias atrásPalmeiras vence o Fluminense nos pênaltis e disputa a 8ª final de Libertadores

