União Brasil
“União Brasil será o maior partido do Brasil”, declara Jayme Campos
“Os incomodados que se mudem”, declarou Campos.
Política
O senador Jayme Campos (DEM) falou em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (08) durante solenidade de entrega de maquinários e equipamentos para a agricultura familiar sobre a fusão do Democratas (DEM) e o Partido Social Liberal (PSL), aprovado nesta semana.
Ao ser questionado sobre uma possível debandada de filiados após a criação do União Brasil, ao responder o senador afirmou que “Estão colocando o carro na frente dos bois”. Jayme explicou que a fusão ainda não foi materializada e que houve as convenções para a discussão do tema e que agora a matéria será encaminhada para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deve oficializar a mudança no prazo de até 90 dias “Eu não vejo nada demais. Nós podemos tanto perder alguns deputados, como podemos ganhar, como é o caso agora no Congresso Nacional. Temos 6 senadores pelo Democratas. Veio a Soraya Thronicke que é do PSL, já veio o Márcio Bittar que já filiou e ainda virá mais um ou dois senadores que irão filiar para compor a bancada do União Brasil lá no Senado.” Afirmou.
Para o senador o mesmo irá ocorrer no Congresso Nacional, onde a nova sigla deverá ter 86 deputados federais, se transformando na maior legenda. “Poderá sair algum? Claro que vai sair, isso é normal, questão de acomodação, a questão que muitas vezes algum problema lá no seu estado, mas virão outros deputados.” Declarou.
A expectativa do senador para 2022, é que o União Brasil atinja 90 deputados já que hoje é o maior partido do Brasil e assim se manterá em 2022. “A perspectiva que eu tenho é de que nas eleições de 2022, nós vamos atingir no mínimo 90 deputados. O que eu posso assegurar, hoje é o maior partido do Congresso Nacional, e certamente nas eleições de 2022 e que vai prevalecer em 2023 será o maior partido do Brasil.” Pontuou.
“É uma sigla que nasceu forte, compromissada com a população, com o nosso país e não está atrelada a ninguém, pelo contrário, o partido irá ser livre para que possamos de fato fazer um Brasil com oportunidades, com justiça social, um Brasil que possamos com certeza pensar na retomada do crescimento econômico e levar mais investimento para a saúde, educação e promover o bem estar da população.”
Os incomodados que se mudem
Jayme campos foi enfático ao dizer que se caso algum filiado estiver incomodado com a fusão, ele possui a liberdade para deixar a legenda. “Os incomodados que se mudem” Declarou Campos.
Em relação a um nome que poderá presidir a legenda no estado, o senador afirmou que isso será discutido com os filiados, mas citou o atual presidente do DEM, Fábio Garcia e Cidinho Campos que preside o PSL. “Eu não vejo nenhuma dificuldade, temos o Fabinho que atualmente é presidente do DEM-MT. Vai chegar em um nome de consenso , o que eu quero é que o presidente que vai dedicar ao partido. Principalmente neste momento que é tão importante.”
Política
Nova lei oferece R$ 15 bi em crédito para empresas afetadas por tarifaço
Empresas exportadoras e de setores industriais relevantes para o comércio exterior poderão ter acesso a linhas de financiamento para enfrentar os impactos de instabilidades internacionais, inclusive do aumento de tarifas comerciais. A medida está prevista na Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada na quarta-feira (22) no Diário Oficial da União.
A norma integra o Plano Brasil Soberano e é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) 1.345/2026, cujo texto foi aprovado pelo Senado na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026. A medida dá continuidade às ações adotadas desde 2025 para enfrentar os impactos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A lei autoriza a utilização de até R$ 15 bilhões para as linhas de financiamento e permite ampliar esse limite em até R$ 13,5 bilhões. A ampliação considera recursos que já haviam sido transferidos durante a vigência da MP 1.345/2026 e que poderão retornar à União, provenientes das fontes usadas para financiar as medidas. Com isso, o limite autorizado poderá chegar a R$ 28,5 bilhões.
Os recursos poderão atender empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores; de produtos da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura; de recursos minerais e seus produtos; além de empresas que atuem em setores industriais relevantes para o comércio exterior. Cooperativas, associações e outras formas associativas ou coletivas legalmente constituídas também poderão ter acesso ao financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade que ainda serão definidos em ato conjunto dos ministériosda Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
As linhas de crédito poderão ser usadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos para adaptar, ampliar ou modernizar a atividade produtiva. Também poderão financiar inovação tecnológica e adaptações de produtos, serviços e processos para atender a exigências do comércio internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.
O dinheiro para financiar as empresas poderá vir do superávit (excedente) financeiro do Fundo de Garantia à Exportação, apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit financeiro de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda, também apurado nessa data, e de outras fontes orçamentárias.
Os recursos serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações e oferecerão o financiamento às empresas elegíveis. A lei também altera regras do sistema de apoio oficial ao crédito à exportação e prevê a cobertura, pelo sistema de seguro de crédito à exportação, de operações de crédito direto a micros, pequenas e médias empresas exportadoras.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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