ICMS

“Estamos abrindo mão de parte da receita do Governo de MT em favor do cidadão”, afirma governador

Mauro Mendes destacou que R$ 1,2 bilhão deixará de ser arrecadado e vai permanecer no bolso do cidadão

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Política

Mayke Toscano - Secom MT

O governador Mauro Mendes afirmou que a redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Mato Grosso, anunciada na última semana, fará com que o Estado abra mão de R$ 1,2 bilhão de arrecadação “em favor do cidadão”.

O projeto de lei sobre o corte de impostos já foi enviado à Assembleia Legislativa e, após a aprovação, passará a valer a partir de janeiro de 2022. Será reduzido o ICMS da energia elétrica (de 25% e 27% para 17% a todos os setores), dos serviços de comunicação, como internet e telefonia (de 25% e  30% para 17%), da gasolina (de 25% para 23%), do diesel (de 17% para 16%), do gás industrial (de 17% para 12%) e do uso do sistema de distribuição da energia solar (de 25% para 17%).

“Fizemos uma redução de imposto que nunca se fez na história de Mato Grosso, e nem do Brasil. Nós abrimos mão de praticamente 5% da receita prevista para o ano que vem, em favor do cidadão, em favor do contribuinte, em favor das micro, pequenas e médias empresas”, declarou o governador, em entrevista ao programa A Notícia de Frente, na TV Vila Real, na manhã desta quinta-feira (07.10).

Mauro Mendes explicou que o corte de ICMS foi fruto de um longo trabalho, iniciado no primeiro dia de gestão, e que contou com o apoio da Assembleia Legislativa, dos servidores públicos e da população.

“Essa redução de impostos ocorreu de forma muito organizado e planejada. Pegamos um Governo do Estado com uma situação muito ruim. Em janeiro de 2019, estávamos com salário atrasado, 13º atrasado, devendo Deus e o mundo, e essa situação precisava ser mudada. Então tomamos uma série de medidas, principalmente em corte de despesas e melhorar a arrecadação. Com isso, conseguimos equilibrar o Estado e colocar em marcha um grande programa de investimentos. Mato Grosso faz hoje o maior investimento entre todos os estados brasileiros. Estamos investindo em torno de 15% da nossa receita, enquanto a média é 3%, 5%. E isso nos permitiu fazer essa redução, porque criamos as condições para isso”, relatou.

Também foi lembrado pelo governador que essa não é a primeira vez que a gestão reduz impostos ao cidadão, e que esse tipo de iniciativa tem sido feita com responsabilidade, de forma a garantir que os pagamentos, repasses e investimentos continuem a ocorrer em dia.

“Esse ano nós já reduzimos vários impostos. Reduzimos impostos das micro e pequenas empresas das áreas de calçados e confecções. Demos isenção para diversas categorias em relação ao pagamento do IPVA. Os motociclistas de até 160cc não precisaram pagar IPVA esse ano e se pagaram podem pedir o desconto para o próximo ano. Demos isenção para os veículos ligados à área de bares, restaurantes, hotelaria e motoristas de aplicativo. Não tivemos nenhum aumento de imposto, mas várias reduções”, finalizou. 

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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