Política
Governador visita Rondonópolis nesta segunda-feira (04)
Em fevereiro de 2020, o gestor esteve pela segunda vez em Rondonópolis, para entregar a recuperação do Anel Viário e lançar outras obras de infraestrutura e de construção e reforma de escolas.
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O governador Mauro Mendes estará em Rondonópolis nesta segunda-feira (04.10). Esta é a quarta vez que o chefe do Executivo Estadual visita a cidade para entregar obras e ações.
A primeira vez que o governador esteve no município foi em setembro de 2019, para assinar a ordem de serviço de retomada das obras de restauração dos 16 quilômetros do Anel Viário, com investimento de R$ 7,1 milhões.
Em fevereiro de 2020, o gestor esteve pela segunda vez em Rondonópolis, para entregar a recuperação do Anel Viário e lançar outras obras de infraestrutura e de construção e reforma de escolas.
A terceira visita foi feita no último dia 23 de setembro. O governador e a primeira-dama Virginia Mendes se reuniram com lideranças comunitárias de 19 municípios, durante o 1º Encontro de Líderes Comunitários. Além disso, ele firmou parceria com a Prefeitura Municipal para asfaltar ruas dos distritos industriais de Rondonópolis.
O convênio será formalizado na quarta visita do chefe do Executivo Estadual à cidade.
Nesta segunda-feira, Mauro Mendes chega ao município às 7h30, nas Glebas Rio Vermelho e Miau, onde se reúne com moradores e autoridades locais. Na sequência, às 8h45, ele inaugura o novo Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE), onde foram investidos R$ 9,1 milhões.
Às 10h, o governador vistoria as obras da ponte sobre o Rio Vermelho e de implantação da Avenida W11. Já às 12h10, Mauro Mendes segue para o Distrito Razia, onde será realizada solenidade para assinatura do convênio para as obras de asfaltamento dos distritos industriais e da ordem de serviço da reforma da Escola Técnica Estadual.
Depois, o governador segue para a inauguração da reforma e ampliação da Escola Estadual Marechal Dutra, com investimentos de R$ 4,4 milhões. Às 15h, ele vistoria as obras da Escola Militar.
Às 16h, Mauro Mendes lança o Patrulhamento Rural Georreferenciado, na sede da Aprosmat. O serviço vai contar com quatro viaturas e 12 policiais militares, que farão a vigilância constante de propriedades rurais do município.
Confira a programação:
7h30 – Chegada a Rondonópolis e encontro com moradores das Glebas Rio Vermelho e Miau
8h45 – Inauguração do Complexo Socioeducativo
10h – Vistoria às obras da ponte sobre o Rio Vermelho e de implantação da Avenida W11
12h10 – Assinaturas do convênio para obras no Distrito Industrial e para Intervenção Predial da Escola Técnica Estadual, no Distrito Razia
14h – Inauguração da reforma e ampliação da Escola Estadual Marechal Dutra
15h – Vistoria às obras da Escola Estadual Tiradentes
16h – Lançamento do Patrulhamento Rural Georreferenciado, na sede da Aprosmat
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Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT
A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.
Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.
Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.
“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.
Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.
“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.
Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.
A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.
Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.
Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.
” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.
Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.
etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas
Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.
A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
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