MATO GROSSO NOS TRILHOS
Botelho: “Ferrovia é uma realidade que a ALMT também lutou com afinco”
“O futuro chegou mais forte para o Estado a partir da assinatura do contrato de construção da ferrovia, assinado ontem”.
Política
O 1º secretário da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), afirmou hoje (21) que a assinatura do contrato para construção da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso traça um panorama alentador para o Estado e seus habitantes, possibilitando projeções inovadoras, até então impensáveis. “A Assembleia Legislativa se uniu ao esforço do governo estadual para que esse projeto saísse da fase de estudos, tornando-se palpável, prático. Hoje, já com o contrato assinado, podemos prospectar o quanto MT vai avançar em linhas distintas, todas elas atreladas aos trilhos do desenvolvimento facultado pela chegada desta ferrovia”.
Segundo análise do parlamentar, foi deveras importante que houvesse intrínseca união entre os Poderes Executivo e Legislativo, trabalho que possibilitou arregimentar maior força política para a consolidação prática do projeto de expansão ferroviária. “Mato Grosso, após implantar sistema ferroviário entre o Vale do Araguaia e Rondonópolis, já ansiava, naturalmente, por também encampar estrutura idêntica ao restante do Estado, particularmente na região do Médio Norte. É por ali que sai nossa produção agrícola, e a ferrovia será base de expressiva movimentação comercial/industrial em toda a região”.
Acaso não existisse, desde o início, nítido entendimento da importância desse modal nos trechos que serão atendidos pela ferrovia, talvez o projeto não fosse adiante, pondera o deputado Botelho. “Imagine o quanto cada vagão vai poder transportar de forma rápida e segura, praticamente injetando gás na economia regional. Falamos de empregos, de novos empreendimentos que vão surgir no entorno dos trilhos. Porque, por onde o trem passar, inegavelmente vão ser implantadas muitas mudanças favoráveis aos anseios mato-grossenses. O aceno da composição é por mais bandeiras de divisas vitoriosas em todas as áreas potencialmente trabalhadas pelos produtores e empresários de MT”.
Botelho ainda teceu elogios ao empenho pessoal do governador Mauro Mendes e de toda sua equipe para que esse projeto não ficasse apenas na fase do “talvez um dia”, tornando-se prático instrumento de alcance de quem pensa Mato Grosso com olhos futuristas, para um “amanhã pensado hoje”. Isso porque, diz, o Estado não para de avançar.
“Com a operacionalização dos serviços ferroviários também no Médio Norte, estabelecendo conexões estratégicas, difícil até conceber, em traçado preciso, o impacto de desenvolvimento que os trilhos vão acarretar por lá. Já temos exemplo disso em Rondonópolis, onde a ferrovia aportou com muita segurança para trazer o progresso ininterrupto à Região Sul. E, daqui pra frente, Mato Grosso estará também comodamente marchando para emoldurar idêntico cenário em regiões distintas. O futuro, enfim, chegou mais forte para o Estado a partir da assinatura do contrato de construção da ferrovia, assinado ontem”.
Política
Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS
O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.
O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.
O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.
O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.
Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.
O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira
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