VÁRZEA GRANDE

Kalil entrega 5,5 km de asfalto e reforça compromisso para solucionar falta d’água

Obras contemplaram os moradores dos bairros Ouro Verde e Mangabeira. Na oportunidade prefeito anunciou a ampliação da ETA Bonsucesso e a inauguração da ETA Grande Cristo Rei ainda no mês de outubro e que produzirá 27,6 milhões de litros de água por dia

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Foto: Secom-VG

Mantendo em alta os investimentos em obras públicas para aquecer a economia local gerando emprego e renda, além de assegurar a valorização dos imóveis de Várzea Grande, sem esquecer a busca incessante pela solução no abastecimento de água potável e no esgoto sanitário, o prefeito Kalil Baracat anunciou durante a entrega de 5,5 quilômetros de ruas e avenidas pavimentadas nos bairros Ouro Verde e Mangabeiras, que ainda em setembro conclui o processo licitatório para as obras de ampliação da Estação de Tratamento de Água – ETA Bonsucesso de 5 litros por segundo para 125 litros por segundo ou 10,8 milhões de litros por dia que atenderão a região oeste e alguns distritos.

Fora isto, Kalil Baracat, o vice-prefeito José Hazama, acompanhados pelo senador Jayme Campos, secretários municipais e vereadores, confirmou para o mês de outubro a entrega da ETA Grande Cristo Rei que vai produzir quando estiver funcionando com 100% de sua capacidade, 320 litros por segundo ou 27.648.000 milhões de litros por dia e irá abastecer as residências dos moradores, comércio e indústria de 72 bairros entre eles o Cristo Rei, Parque do Lago, Maringá, Manga, entre outros.

“Essas duas obras entregues que foram de 5,5 quilômetros de ruas e avenidas pavimentadas e um bueiro celular em concreto armado com ferro e tubulação, melhoram a qualidade de vida das pessoas e também são importantes para o Sistema de Abastecimento de Água, pois elas já preveem as redes de distribuição, galerias pluviais, meio fio e sarjeta”, disse o prefeito assinalando que Várzea Grande já entregou este ano, 70 quilômetros de pavimento asfáltico, sendo 35 quilômetros de novas ruas e avenidas e 35 quilômetros de recapeamento de pavimento antigo e já desgastado pelo tempo.

As autoridades municipais lembraram que o pavimento asfáltico representa uma melhora na saúde pública pois as pessoas deixam de ter problemas respiratórios por causa da poeira.

Segundo o prefeito, Várzea Grande vem investindo na ampliação do setor de infraestrutura, e o resultado tem sido a chegada do asfalto nas regiões onde ainda não contam com esse benefício, na sua totalidade, ou que apresentam vias que ainda não haviam sido contempladas com o pavimento.

A entrega das obras de pavimentação asfáltica, galerias pluviais, meio fio e sarjeta atendeu os bairros Mangabeiras – em um trecho que faz ligação entre a Rua Monsenhor com a Cohab Celestino Henrique – e a 3ª etapa das obras que compreende o bairro Ouro Verde, garantindo a trafegabilidade e a melhoria na qualidade de vida dos moradores.

“Ambas as obras atendem a uma antiga demanda da população local que mantinham como prioridade a pavimentação das vias, para que pudessem ter acesso mais rápido a outros localidades, a exemplo do bairro Mangabeira cujas obras vai possibilitar que os moradores tenham acesso rápido e seguro a outras localidades, facilitando o acesso à Rodovia Mário Andreazza que dá acesso a Cuiabá ou a outras regiões de Mato Grosso”, destacou o prefeito.   

O gestor garantiu que a sua gestão está focada no desenvolvimento do município, com a conclusão de obras estruturantes em todos os setores, e que assim como a pavimentação é importante, a sua administração também está preocupada em resolver a questão do abastecimento de água, que tem sido uma das tarefas que mais tem exigido esforços, tanto que a pavimentação asfáltica está sendo construída de forma a contemplar também a rede de abastecimento de água.

“Estamos atentos a essa questão e temos trabalhado de forma incansável para diminuir os impactos causados com a falta de água. Estamos investindo no setor com a construção da Estação de Tratamento e Distribuição de Água – ETA, no grande Cristo Rei que vai garantir o abastecimento de 120 mil moradores de 72 bairros do Cristo Rei, Parque do Lago e bairros circunvizinhos. Além dessas, outras obras estão em andamento, e vamos resolver esse problema”.

De acordo com o secretário de Viação, Obras e Urbanismo, Luiz Celso de Moraes, as obras de pavimentação dos bairros Mangabeiras e Ouro Verde vão garantir além de acesso a outra localidade, o aumento venal das moradias, além de uma melhor qualidade de vida aos moradores. “Em 8 meses de gestão do prefeito Kalil Baracat já foram executados 35 quilômetros de pavimentação novas em várias regiões de Várzea Grande, além de 35 quilômetros de recuperação da malha viária com recapeamento. Estamos ampliando os trabalhos e vamos seguir mais ainda e em todos os bairros de Várzea Grande, porque a nossa meta, é de entregar até o final dessa gestão 250 quilômetros de vias pavimentadas em toda a cidade”.

 

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Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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