Arenápolis

Governador assina convênio de R$ 1,9 milhão para pavimentação urbana

Serão executadas obras de pavimentação e drenagem de 16 ruas e travessias urbanas do bairro Bela Vista no município

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Política

Foto por: Tchélo Figueiredo/Secom-MT

O governador Mauro Mendes e o prefeito de Arenápolis, Ederson Figueiredo, assinaram nesta quinta-feira (26.08) o convênio no valor de R$ 1,9 milhão a ser destinado para obras de pavimentação e drenagem de 16 ruas e travessias urbanas do bairro Bela Vista, no município de Arenápolis. As obras compreenderão 22 mil metros quadrados da área municipal.

Também assinaram o convênio o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, e o deputado federal Neri Geller, responsável pelo repasse de emenda parlamentar para a complementação do investimento do Estado. O secretário Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o deputado estadual Paulo Araújo e vereadores do município também estiveram presentes no ato de assinatura.

De acordo com o governador, a formalização do convênio é mais um importante resultado das parcerias entre munícipios e Estado e que conta com o apoio de emendas parlamentares. Do montante de R$ 1,9 milhão conveniado, R$ 1,8 milhão serão repassados diretamente pela Sinfra à Prefeitura, que dará a contrapartida financeira para complementar o investimento.

“Essa é uma parceria do governo com o deputado Neri Geller. Serão 50% de recursos do Estado e 50% de emenda federal – e mais a contribuição do município. Agradeço a todos aqueles que têm trabalhado para que o Estado possa promover essa melhoria da qualidade de vida nos municípios. Várias cidades estão recebendo esses recursos e vamos continuar ampliando a participação do Estado na execução de políticas públicas que melhorem a vida das pessoas”.

Foto por: Tchélo Figueiredo/Secom-MT

Ainda segundo Mauro Mendes, a execução de obras urbanas vai garantir dignidade, conforto e bem-estar aos moradores do bairro Bela Vista, que não precisarão mais conviver com a lama, durante o período chuvoso, e a poeira, durante a seca. 

“Esse asfalto é qualidade de vida. Quem viveu ou vive em um bairro com rua sem asfalto sabe que é muito dolorido. É poeira e lama o ano inteiro. Já vivi quando eu era criança, na minha infância, e sei o quanto representa você ver aquela rua ali sendo asfaltada. Então, vamos trabalhar muito. A exemplo de Arenápolis, tantas outras cidades estão recebendo esses recursos para que possamos evoluir e atender bem a toda população de Mato Grosso”, complementou.

Para o prefeito Ederson Figueiredo, a pavimentação urbana é a realização de um sonho muito desejado e que não seria concretizado sem o apoio do Governo do Estado e os recursos da emenda parlamentar, tendo em vista o baixo orçamento do Município para investimento em obras desse porte. 

Ao todo, serão beneficiadas com as obras 13 ruas e três travessias, sendo que a prefeitura investirá somente 4% dos recursos a serem empenhados e ficará responsável pela execução das obras, que ainda serão contratadas.

Foto por: Tchélo Figueiredo/Secom-MT

“É um sonho que a população de Arenápolis, em especial o bairro Bela Vista, que vai ser contemplado com essa pavimentação, desejava por muitos e muitos anos. Esse é um bairro muito populoso da cidade, era carente desse pavimento e graças ao Governo do Estado, ao governador Mauro Mendes e ao deputado Neri Geller, esse sonho se tornará realidade. Quero agradecer muito o trabalho que o governador está fazendo em todo Mato Grosso e em todas as áreas, principalmente na de pavimentação urbana”, afirmou.

O secretário estadual Marcelo de Oliveira destacou que o modelo de parceria é um importante auxílio ao município, que realiza um investimento consideravelmente menor para execução das obras do que se não houvesse o apoio do governo do Estado. Além disso, o Município passa a ter maior controle do andamento das obras e poder de fiscalização, já que são os executores dos serviços.

“Esse é um governo diferenciado, em que trabalhamos em parceria com os municípios. Por isso, é importante que os municípios estejam juntos com o Governo, para que possamos avançar na infraestrutura. tanto em obras rodoviárias, quanto em pavimentação urbana e tantos outros projetos”, encerrou o secretário.

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Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT

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A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.

Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.

Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.

“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.

Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.

“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.

Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.

A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.

Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.

Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.

” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.

Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.

etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas

Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.

A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT



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