OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

PF realiza buscas contra cantor Sérgio Reis e parlamentar federal

Deputado federal Otoni de Paula não se intimidou com ação da Polícia Federal. “Não devo nada a ninguém. Fiquem à vontade para fazer buscas”, disse

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Política

Foto divulgação Faceboook

Alvos hoje (20) de uma operação da Polícia Federal, o cantor Sérgio Reis e o deputado federal Otoni de Paula, do PSC-RJ, manifestaram tranquilidade diante das buscas realizadas pelos policiais logo cedo. Otoni reafirmou que não deve nada a ninguém, sendo pessoa idônea. Ainda colocou-se à disposição para prestar os esclarecimentos que forem necessários, dizendo que a PF estava à vontade para proceder quaisquer buscas em sua residência e na sua vida pessoal.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo STF, ação que investiga suposta incitação do cantor Sérgio Reis e do deputado Otoni de Paula a atos que caracterizem violência e ameacem o processo democrático.

Conforme informações, foram autorizados 13 mandados pelo ministro Alexandre de Moraes, atendendo a pedido da subprocuradora Lindora Araújo, da PGU. Logo nas primeiras horas da manhã, os agentes federais estiveram em 29 endereços no Distrito Federal, seis em Santa Catarina, dois em São Paulo, e, respectivamente, em um endereço no RJ, MT, Ceará e Paraná. 

Segundo nota oficial da Polícia Federal, “o objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime e incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.

Há indícios, segundo curso das investigações, de que os ministros do STF, senadores e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do DEM-MG, estejam sob ameaças. A PF continua se mobilizando para averiguar isso.

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Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS

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O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.

O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.

O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.

O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.

Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.

O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira



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