PRESERVANDO O MEIO AMBIENTE
Redução de alertas de desmatamento no Estado é de 21% ,
Sem o esforço de Mato Grosso no combate ao desmatamento ilegal, número de alertas na Amazônia teria aumentado
Política
Mato Grosso fechou o último período de 12 meses com uma redução de 21,7% nos alertas de desmatamento em comparação ao mesmo período anterior, enquanto a média de todos os estados da Amazônia Legal foi de 4,3%. O percentual do estado representa mais de quatro vezes a média. O dado oficial é do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“Além de refrear a curva crescente do desmatamento dos últimos anos, já mostramos queda muito superior à da Amazônia em em geral. Se excluírem Mato Grosso dos estados da Amazônia haveria um ligeiro aumento no desmatamento, o que denota que o estado é o maior contribuinte para a redução do desmate na Amazônia legal”, explica a secretária Mauren Lazzaretti.
Em números, se retirarmos Mato Grosso dos estados da Amazônia, o aumento dos alertas de desmatamento seria de 0,3%, com o registro do corte raso de 6.994 km² no período de agosto a julho de 2019/2020, e o avanço para 7.015 km² em 2020/2021.
Nos últimos 12 meses (de agosto de 2020 a julho de 2021) em Mato Grosso, houve alerta de desmatamento de aproximadamente 1.452 km², enquanto no ano anterior houve 1.856 km², alcançando a marca de 21,7% de redução.
Já nos nove estados da Amazônia legal, incluindo Mato Grosso, o alerta apontou o corte raso de 8.467 km² nos últimos 12 meses, enquanto no ano anterior, o total foi de 8.850 km², cerca de 4,3% menor. Integram a Amazônia legal os estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins.
Redução de 60% no último mês
Apenas no mês de julho, Mato Grosso reduziu em 60% os alertas de desmatamento, mês que a Operação Amazônia obteve apoio do Exército Brasileiro, por meio da Operação Samaúma, para fiscalizar, autuar, e principalmente prevenir danos ambientais nas cidades que mais desmatam.
O resultado é fruto da política de tolerância zero com os ilícitos ambientais, praticada pelo Governo de Mato Grosso, e pelas ações integradas de combate aos crimes por meio da Operação Amazônia.
Mato Grosso também utiliza tecnologia para monitorar todo o território, por meio do sistema de monitoramento por satélite Planet. A iniciativa é financiada pelo Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros), que premia MT pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos.
Operação Amazônia
A operação Amazônia é contínua, mas intensifica a atuação da fiscalização e das forças de Segurança Pública nos municípios que mais desmatam. O Estado aplicou R$ 979 milhões em multas nos primeiros sete meses do ano, e embargou 240 mil hectares por crimes contra a flora. Foram apreendidos 63 tratores pneu, 121 tratores esteira, 75 motosserras, 57 veículos, 29 armas de fogo e 39 pessoas conduzidas à delegacia.
Os maquinários de porte médio e pesado, e outros acessórios rurais flagrados na prática de crimes ambientais, são removidos do local, para evitar a reincidência e a continuidade do dano ambiental.
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Operação Amazônia Arco Norte na região de Aripuanã – Desmatamento
Integram a iniciativa as Secretarias de Estado de Meio Ambiente, de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF), as Forças Armadas, e o Ibama.
Política
Wilson Santos defende políticas de segurança alimentar e apoio a famílias vulneráveis
Entre as 21 emendas apresentadas ao Projeto de Lei nº 692/2026, que estabelece as diretrizes para o orçamento estadual de 2027 (PLDO), está a proposta de n.° 27 do deputado estadual Wilson Santos (PSD) para apoiar e desenvolver ações de segurança alimentar e enfrentamento à fome em Mato Grosso. A iniciativa foi motivada pelo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que mapeia a situação dos 142 municípios mato-grossenses em relação ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade.
A proposta também resgata uma iniciativa que marcou a gestão do parlamentar como prefeito de Cuiabá, que foi a construção do Restaurante Popular, em 2007, onde permanece em funcionamento e oferece diariamente mais de mil refeições ao preço de R$ 2,00. “Eu construí esse restaurante e atendia uma antiga reivindicação da classe trabalhadora, principalmente dos assalariados que acabavam investindo parte do pequeno salário em alimentação. O restaurante ajuda muitas pessoas, gente humilde e a comida é muito boa”, destacou.
Conforme a justificativa da emenda apresentada pelo deputado, o objetivo é expandir o atendimento à população em situação de insegurança alimentar e promover a integração entre as políticas de assistência social, segurança alimentar, desenvolvimento rural e inclusão social. A proposta busca fortalecer a atuação do Estado no enfrentamento à pobreza e à exclusão social.
Para Wilson Santos, investir em alimentação de qualidade também pode contribuir para reduzir a pressão sobre os serviços públicos de saúde. “Economiza na conta da saúde, alimentando bem, vai menos a uma unidade de saúde. É importante reduzir as desigualdades sociais e a proteção das famílias em situação de vulnerabilidade”, comentou.
O PLDO 2027 prevê receita líquida de R$ 42,1 bilhões e impacto estimado em R$ 862,6 milhões. O projeto segue para análise das emendas parlamentares. Após essa etapa, as propostas aprovadas integrarão a redação final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.
Fonte: ALMT – MT
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