PREVIDÊNCIA
Pedido de vista adia votação de PLC
Matéria trata da isenção da alíquota da previdência de aposentados
Política
Um pedido de vista, em sessão plenária nesta quarta-feira (4), adiou a votação do PLC 38/2021, que trata da alíquota da previdência dos aposentados e pensionistas do Estado de Mato Grosso, para a próxima sexta-feira (6), às 10 horas. O PLC 38/2021, de autoria de lideranças partidárias, acrescenta dispositivos às Leis Complementares nºs 202, de 28 de dezembro de 2004 e 560, de 31 de dezembro de 2014 e revoga dispositivos da Lei Complementar nº 128 de 11 de julho de 2.003.
A proposta legislativa busca determinar que a contribuição ordinária dos aposentados e pensionistas do Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Mato Grosso será parcela dos proventos de aposentadoria, reserva remunerada ou reforma e pensão que supere o valor de três mil reais para os segurados que cujos proventos, em sua totalidade, sejam iguais ou inferiores ao valor de nove mil reais.
Uma regra específica já que para a maioria dos servidores a base de cálculo será a parcela dos proventos de aposentadoria, reserva remunerada ou reforma e pensão que supere 1 (um) salário mínimo, de acordo com o § 5º do artigo 2º da Lei Complementar n° 202, de 28 de dezembro de 2004. Ou seja, os segurados que recebem até R$ 9.000,00 de salário só contribuirão pelo valor que for maior do que R$ 3.300,00. “O que implicará em uma diminuição sensível na contribuição previdenciária desses segurados”, diz a justificativa do PLC.
A proposta de lideranças partidárias no PLC 38/2021 busca ainda consagrar na Lei Complementar n° 202, de 28 de dezembro de 2004, que a contribuição previdenciária incidirá acima do teto do Regime Geral de Previdência Social aos segurados do Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Mato Grosso acometidos por doenças incapacitantes.
Em segunda votação, na Ordem do Dia, os deputados estaduais aprovaram o Projeto de Lei Complementar 32/2021, da Procuradoria Geral de Justiça, que altera a Lei Complementar nº 416, de 22 de dezembro de 2010, que institui a Lei Orgânica e o Estatuto do Ministério Público de Mato Grosso.
Em justificativa, o governo argumentou que a proposição visa excluir 3 cargos de promotor de justiça substituto para comportar a criação de 16 cargos de assistente ministerial, área meio e fim, com efeitos imediatos, além de restringir os cargos de oficial de gabinete às unidades com menos de três promotorias instaladas.
Segundo o governo, as medidas se mostram necessárias para dar continuidade ao projeto de padronização das equipes de assessoria dos órgãos de execução do Ministério Público do Estado. O governo cita que o objetivo é criar mais cargos de assistente ministerial tanto de área-fim, como da área-meio, para comportar a necessidade da instituição por meio da conversão de três cargos de promotor de justiça substituto. Cita ainda que quanto às limitações impostas pela Lei Federal 173, de 2020, que estabelece algumas restrições aos entes federativos ofertadas pela pandemia da covid-19, que a despesa com os com os cargos a serem criados imediatamente estão sendo absorvidas com a extinção dos cargos de promotor de justiça substituto.
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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