SOLIDARIEDADE

Primeira-dama Virgínia Mendes distribui cobertores para famílias carentes

Primeira-dama do Estado coordena e acompanha várias ações solidárias a famílias carentes de MT

Publicado em

Política

Foto: Jana Pessôa

O programa Aconchego, do Governo do Estado, que distribui cobertores para pessoas carentes de Mato Grosso, não começou com o início da frente fria. A ação foi previamente programada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), com a aquisição de 200 mil cobertores nesta terceira edição.

Até o momento, mais de 125 mil cobertas já foram distribuídas. Somente em Cuiabá, foram doadas 21,2 mil unidades. A iniciativa também beneficiou comunidades indígenas mato-grossenses com mais 23 mil cobertas. A entrega das cobertas teve início no mês de maio e já beneficiou todos os municípios do Estado, entidades sociais e moradores de rua.

Programa Aconchego e Campanha Vem Ser Mais Solidário – Entrega de cobertores e cesta básica no abrigo Valentes de Davi.
Créditos: João Reis/Setasc
A ação, que é liderada voluntariamente pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e realizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), já está em sua terceira edição com a previsão de entrega de 200 mil cobertas neste ano. Em 2019, 100 mil pessoas receberam as cobertas. Já em 2020, a meta foi dobrada, em razão da pandemia do novo coronavírus, que aumentou o número de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Programa Aconchego – entrega de cobertores na Terra Prometida
Créditos: Josi Dias
É uma forma de oferecer um pouco de conforto para a população que muitas vezes não têm condições de se proteger nos dias de frio”, pontuou a primeira-dama Virginia Mendes, que esteve presente na distribuição das cobertas para as famílias carentes de Cuiabá que recebem os ossinhos com carne oferecido gratuitamente por um açougue da cidade.

Entrega de cobertores para o Restaurante Prato Popular. Foto: João Reis/Setasc

A secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho, enfatizou o programa Aconchego não surgiu com o início da frente fria deste ano. A ação foi programada pelo Estado para beneficiar milhares de famílias carentes. “Iniciamos neste ano com a entrega das cobertas em maio. O Estado está sempre pensando nas pessoas mais necessitadas”.

Projeto Aconchego – entrega de cobertores para moradores de rua de Cuiabá e Várzea Grande
Créditos: Josi Dias

Na quarta-feira (28.07), também foram beneficiadas famílias vulneráveis do assentamento Terra Prometida, localizado na região do Novo Paraíso; e do bairro Silvanópolis, em Cuiabá. A noite, a equipe da Setasc entregou novamente cobertores para os moradores de rua, junto com a marmita do Prato Popular. Já foram doadas 36 mil marmitas, somente neste ano, para as pessoas que vivem em situação de rua na Capital. Em junho, no último frio que foi registrado em Cuiabá, a primeira-dama também fez a entrega dos cobertores os moradores de rua da Capital.

Programa Aconchego – entrega de cobertores – Silvanópolis
Créditos: Josi Dias

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Política

Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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