BR-174

Com auxílio da bancada, governador propõe assumir obras da BR-174

Mauro Mendes articulou pedido com senadores e deputados federais e estaduais

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Política

Foto por: Tchélo Figueiredo - SECOM/MT

O Governo de Mato Grosso, com auxílio da base na bancada federal e estadual, vai propor que o Governo Federal autorize o Estado a assumir as obras de pavimentação de 272 km da BR-174, entre Castanheira e Colniza.

A proposta foi articulada na manhã desta sexta-feira (16.07), durante reunião do governador Mauro Mendes, do vice Otaviano Pivetta e do secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, com a base da bancada.

Participaram da reunião os senadores Carlos Fávaro, Jayme Campos e Wellington Fagundes; o coordenador da bancada federal, deputado Dr. Leonardo Albuquerque; além dos deputados federais Neri Geller, Nelson Barbudo e Rosa Neide; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; e o deputado estadual Eduardo Botelho.

Conforme ficou definido em reunião, se autorizado pela União, o Governo do Estado vai aportar R$ 100 milhões e a bancada federal outros R$ 80 milhões em emendas anualmente, pelo período de três anos. A Assembleia Legislativa também estuda colaborar com contrapartida financeira.

“Aqui pelo Governo do Estado, realizar essa obra demandaria menos burocracia e menos espera, pois não dependeríamos de legislações e trâmites em órgãos federais. O custo da obra nos moldes do Governo do Estado também seria muito menor, e sem perder qualidade. E é isso que queremos: resolver o problema da BR-174, que causa muito transtorno à população”, afirmou o governador.

O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, destacou que a proposta formulada representa “algo histórico” para toda a região e para Mato Grosso como um todo.

“Essa é uma área que está em franco desenvolvimento. Essa obra vai melhorar o ir e vir dessas pessoas que vivem na região, melhorar o transporte intermunicipal, melhorar a Saúde, a Educação e, logicamente, o escoamento da produção” registrou.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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