QUEIMADAS

Cuiabá debate planejamento e reforça ações para combater queimadas

A Defesa Civil de Cuiabá implantou canal de atendimento ativo, onde a pessoa pode denunciar pelo número de WhatsApp, (65) 99310 8810

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Política

Foto: Davi Valle

O vice-prefeito de Cuiabá, e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, coordenou na manhã de terça-feira (13), reunião para reformatação do Plano Municipal de Combate às Queimadas. “Um movimento que tem como destino a consciência, não tão somente o combate ao fogo, com certeza os resultados serão mais exitosos. Sabemos que, infelizmente, um pequeno percentual acaba tendo parcela de responsabilidade na incidência desses acontecimentos. Por isso,  a insistência na sensibilização das pessoas para não botar fogo no lixo, nos entulhos no quintal, enfim, todos tem que fazer a sua parte”, disse Stopa.

Na reunião, o vice-prefeito ponderou que o Plano deverá contar com reforço para as ações. A previsão é de que o  lançamento ocorra no início do mês de  agosto, onde serão envolvidas organizações não governamentais que atuam em defesa dos animais e do ambiente. “Isso demonstra a vontade de fazer e que estamos fazendo. A gestão Emanuel Pinheiro trabalha para oferecer saúde e segurança a toda população”, acrescentou o vice-prefeito.

O secretário de Governo, Luís Cláudio enfatizou a preocupação do prefeito Emanuel Pinheiro na elaboração de práticas efetiva de controle as queimadas. Devemos centralizar as ações para que todos trabalhem com mesmo objetivo. Precisamos enaltecer Cuiabá. Esse é um plano de governo que irá envolver todas as pastas, pois além da prática executada pelos agentes e brigadistas, tem que ser trabalhada a educação ambiental. São ações que devem andar juntas”, esclareceu Luís Cláudio.

A atividade contou com a participação do secretário de Governo, Luís Claudio de Castro Sodré, Secretarias de  Ordem Pública (coronel Leovaldo Salles), Comunicação e Cultura (Carlina Jacob), Defesa Civil, diretor  José Pedro Ferraz Zanetti e da Comunicação, do servidor Max Baia. Também estiveram presentes os adjuntos de Ordem Pública, Marion Metello e de Esportes, Justino Astrevo.

Um dos pontos considerados prioritários será a ampliação do efetivo. Outra ação já prevista trata-se do reforço com a aquisição de bombas costais e veículos especializados.

Serviço:

A Defesa Civil de Cuiabá mantém um canal de atendimento ativo, onde a pessoa pode denunciar pelo número de WhatsApp, (65) 99310 8810, para os casos de queimadas urbanas, invasões de áreas de risco, crimes ambientais e outras situações de risco.  O serviço funciona 24 horas por dia e os atendimentos das demandas, durante a semana, em horário comercial. “Esse canal está servindo como uma ferramenta facilitadora, pois a pessoa pelo watts pode mandar fotos e a localização exata da queimada. O que reduz o tempo para equipe atender a ocorrência”, diretor de Proteção e Defesa Civil, José Pedro Ferraz Zanetti.

Zanetti lembrou que as ações de prevenção realizadas pela Defesa Civil em conjunto com o Corpo de Bombeiros começaram no mês de maio. Com a aproximação da época da estiagem, as denúncias aumentaram, sendo recebidas em média 10 ligações por dia. De maio pra cá foram registradas 250 ocorrências. 

A próxima reunião está agendada para quinta-feira (15).

 

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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