ATUAÇÃO DESTACADA
Presidente da Câmara de VG afirma que “dinâmica parlamentar é rotina da Casa de Leis
Câmara Municipal de Várzea Grande apresentou 1653 indicações e 136 Projetos de Lei durante os seis primeiros meses de trabalho de 2021
Política
Os vereadores por Várzea Grande apresentaram 1653 indicações e 136 Projetos de Lei durante os seis primeiros meses de trabalho da Legislatura 2021-2024. Conforme definiu o presidente do Parlamento, vereador Fábio José Tardin – Fabinho (DEM), a Câmara tem trabalhado para atender demandas distintas na área da Educação, Cultura, Saúde e no combate à pandemia, entre outras.
Fabinho entende que esse bom desempenho parlamentar é resultante de trabalho empenhado dos seus pares no Parlamento, fazendo com que a Cidade Industrial tenha receptividade resolutiva à altura de suas demandas.
“Nós temos nos desdobrado para atender bem os munícipes por 24h, e os bons resultados têm acontecido, felizmente. Há um esforço concentrado dos colegas vereadores, e, particularmente, também me incluo nessa tropa de defesa pelos interesses comunitários do município. Por sorte, dispomos de um prefeito bem-intencionado e igualmente trabalhador: Kalil veio para sequenciar serviços e empreendimentos que VG necessita em várias frentes, com destaque para o setor de abastecimento, hoje um dos grandes desafios já com soluções à vista, com a construção da nova ETA na região do Chapéu do Sol, em futuro breve”.
No tocante à Saúde, ainda observou o dirigente da Mesa Diretora da Câmara Municipal, a imunização da população contra a Covid-19, promovida maciçamente na gestão Kalil Baracat, “já é fato reconhecido e elogiado em outros polos destacados do País”. Em Várzea Grande, sublinhou Fabinho, graças ao empenho gestor do prefeito Kalil, e das mobilizações políticas do senador Jayme Campo (DEM) em Brasília-DF, acrescido de apoio político e pontual do deputado federal Eduardo Botelho (DEM), 1º secretário da ALMT, “as coisas estão andando melhor do que podíamos preconizar”.
CONFIRA ALGUNS DOS PROJETOS DE LEI
Entre as normas criadas está a Lei n° n° 4.761/2021, que dispõe sobre o programa de prevenção à pobreza menstrual nas escolas do município. A regra é de autoria da vereadora Rosemary Souza Prado – Rosy Prado (DEM).
Elaborada pelo presidente da Casa de Leis, o vereador Fábio José Tardin – Fabinho (DEM), a Lei n° 4723/2021, deu prioridade na vacinação contra Covid-19 para os garis, coletores de lixo, entre outros profissionais congêneres.
Também é importante ser destacado a Lei n° 4.726/2021, que dispõe sobre a desinfecção dos veículos do transporte coletivo, a norma é de autoria do vereador Ivan dos Santos Oliveira (Solidariedade). Preocupado com a higiene das mãos dos passageiros, durante o período de pandemia, o vereador Rogerio de França Martins – Rogerinho da Dakar (PSDB), criou a Lei n° 4716/2021, que obriga a disponibilização de álcool em gel nos veículos do transporte coletivo do município.
Os vereadores também apresentaram 86 moções,230 decretos legislativos e 11 projetos de resolução.
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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