SAÚDE PÚBLICA EM CUIABÁ
Ministro Queiroga reconhece trabalho empenhado de Emanuel pela Saúde Pública
Marcelo Queiroga também elogiou a coragem de Emanuel Pinheiro em realizar importantes obras em prol da saúde pública
Política
Na avaliação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante visita a Cuiabá na última sexta-feira, 9, o prefeito Emanuel Pinheiro tem feito um excelente trabalho para estruturar a rede pública municipal de Saúde. Queiroga reconheceu que a gestão Emanuel Pinheiro prioriza a saúde pública e enfatizou a coragem do chefe do Executivo Municipal em enfrentar as adversidades impostas, principalmente, neste momento de pandemia.
“Nós não podemos nos acovardar. Nós temos que enfrentar os desafios. Os líderes se conhecem pela sua coragem. Pela coragem de enfrentar os desafios e trazer resultados para a sociedade. E assim é Emanuel Pinheiro”, enfatizou o ministro durante solenidade no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), na última sexta-feira (09).
O ministro Queiroga citou como exemplo de uma importante obra da gestão do Emanuel Pinheiro, a construção do Hospital Municipal de Cuiabá. “O ministério da Saúde tem apoiado e reconhece o esforço que o prefeito fez para a edificação deste hospital, que beneficia não só os cidadãos de Cuiabá e Várzea Grande, mas também das cidades circunvizinhas”, pontuou.
Em resposta as declarações da liderança federal, o gestor disse que as dificuldades existem, mas com esforço e dedicação é possível avançar. “Em Cuiabá temos feitos investimento na área da saúde e a nossa capital tem sido a tábua de salvação da saúde do nosso estado. Meu objetivo é melhorar cada vez a saúde pública para os cuiabanos e as pessoas que dependem do atendimento”, afirmou Pinheiro.
Além do Hospital Municipal de Cuiabá, o ministro visitou o Senai Porto, um dos seis polos de vacinação contra a Covid-19 de Cuiabá. Mais cedo, Marcelo Queiroga cumpriu agenda de compromissos na cidade de Rondonópolis (a 212 km ao Sul de Cuiabá).
HMC
Inaugurado no dia 18 de novembro de 2019, após o prefeito Emanuel Pinheiro se articular junto à bancada federal e conseguir um aporte de R$ 100 milhões do governo federal, o Hospital Municipal de Cuiabá – HCM “Dr. Leony Palma de Carvalho” possui 315 leitos, sendo 178 de adultos, 20 leitos no Centro de Tratamento de Queimados, 60 de UTI, 38 de Emergência, seis salas de cirurgia e 13 leitos RPA (recuperação pós-anestesia), além do ambulatório com mais de 13 das especialidades médicas mais procuradas pela Central de Regulação. Conta ainda com exames como ultrassonografia, endoscopia, colonoscopia e radiografia e parque tecnológicos com equipamentos de última geração.
Além disso, o HMC também conta com urgência e emergência onde funciona o novo Pronto Socorro, dispõe de um heliponto para transferência de pacientes em estado grave e o transporte de órgãos com mais rapidez e segurança. Sem contar que se tornou referência nacional e internacional por meio do programa SOS AVC.
No primeiro quadrimestre de 2021, foram realizados no HMC 232.865 atendimentos, sendo 10.331 atendimentos de urgência e emergência, 3.092 internações de adultos, 522 internações pediátricas, 7.937 consultas ambulatoriais, 30.721 serviços de imagem, 177.880 análises clínicas e 2.382 cirurgias.
Com relação aos atendimentos de urgência e emergência, 79% são em pacientes de Cuiabá, 20% em pacientes de outros municípios de Mato Grosso e 1% em pessoas provenientes de outros estados. Quando às cirurgias, 59% são em pacientes da Capital, 40% em pacientes de outros municípios do estado e 1% em pessoas oriundas de outros estados. Em se tratando de internações (adulto e pediátrica), 67% são de moradores de Cuiabá, 32% de habitantes de outros municípios de Mato Grosso e 1% de pessoas de outras localidades.
O HMC finalizou o último ano classificado como “ótimo e bom” por 92% dos usuários atendidos pela unidade de saúde. A pesquisa de satisfação ouviu 3.222 pacientes homens e mulheres de 15 a 60 anos, entre os meses de janeiro a dezembro de 2020.
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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