CÂMARA DE CUIABÁ

Juca do Guaraná define de “bem proveitosa” a visita do ministro da Saúde a Cuiabá

Em Cuiabá, Queiroga acompanhou o andamento da campanha ‘Vacina Cuiabá – Sua Vida em Primeiro Lugar’ – instalado no Senai Porto, e depois assinou termo de credenciamento do programa Saúde na Hora. 

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Política

Foto: Secom Câmara de Cuiabá

O presidente da Câmara Municipal, Juca do Guaraná Filho (MDB), definiu de “bem proveitosa” a vinda do ministro Marcelo Queiroga (Saúde) a Mato Grosso na última sexta-feira (09), onde a autoridade ministerial cumpriu agenda em várias cidades, entre elas Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá.

“Para a capital, foi extremamente oficializar assinaturas de serviços na Saúde e expor ao ministro quais são as demandas do setor, além de sugerir soluções práticas. A maioria delas ainda não foi efetivada por falta de recursos”, salientou.

Juca do Guaraná disse que essa foi mais uma oportunidade de MT mostrar seu potencial e, também, suas principais necessidades. “O ministro teve muita atenção conosco, é o entendimento geral, quando pôde ser inteirado das expectativas dos gestores governamentais para ampliar, de modo resolutivo, o atendimento SUS. Houve, por parte dele, sinalização positiva para acatar reivindicações de caráter macro. Isso representa inegável avanço na área de Saúde Pública”.

Em Cuiabá, Queiroga acompanhou o andamento da campanha ‘Vacina Cuiabá – Sua Vida em Primeiro Lugar’ – instalado no Senai Porto, e depois assinou termo de credenciamento do programa Saúde na Hora. Durante coletiva no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), o ministro comentou que ainda está em análise o pedido de envio de doses extras da vacina contra a covid-19.

“O ministro Luis Eduardo Ramos, do gabinete civil, acenou com doses extras de vacina, que só podem ser obtidas a partir do aval do Programa Nacional de Imunização. Estive com o prefeito Emanuel Pinheiro e expliquei essas peculiaridades. Foi apresentado um pleito que será analisado pelo PNI e se converterá em vacinas extras não só para Cuiabá, mas para todo Estado de Mato Grosso. Assim, poderemos imunizar toda a população do território, impedindo que, por suas fronteiras, alguma variante do vírus atinja o país. Trabalho que se encontra numa análise já adiantada”, complementou.

O ministro ainda comentou sobre a assinatura do termo para implantar o programa Saúde na Hora. “Esta ação vai ampliar o horário de atendimento das unidades básicas de saúde de 40 para 60 horas”. Outros parlamentares também destacaram a importância da visita de Marcelo Queiroga e da assinatura do termo de credenciamento ao programa federal.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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