SAÚDE
Queiroga afirma que população do Brasil estará 100% imunizada até dezembro
Política
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (9), durante visita a Rondonópolis, que todos os brasileiros acima de 18 anos serão vacinados com a primeira dose até setembro desde ano. Segundo Queiroga, em dezembro próximo 100% da população brasileira receberá as duas doses. Essas declarações foram consideradas nacionalmente a melhor notícia veiculada no território de Rondon.
A visita de Queiroga a Mato Grosso, onde a autoridade ministerial cumpre extensa agenda na área de Saúde, trouxe assim grande alívio para a população brasileira e governantes, não somente para os mato-grossenses. Queiroga tem tido carta branca do presidente para liderar uma franca cruzada contra a Covid-19, segundo os aliados próximos do governo, e nessa desenvoltura de ações [à frente do Ministério da Saúde] vem conseguindo disseminar ações efetivas para imunizar os brasileiros e, simultaneamente, fechar os flancos de entrada de variantes do vírus no Brasil.
“Vivenciamos uma fase de clara redução de óbitos por causa da Covid-19, conforme declaração técnica da Fiocruz. Mas é importante manter esse ritmo de vacinação para que o quadro geral da Saúde não sofra nenhum retrocesso, sempre avançando positivamente rumo à imunização geral das pessoas. É um trabalho difícil, árduo, mas está acontecendo, e já gerando bons resultados”, disse.

Governador Mauro Mendes supervisiona unidade de Saúde Créditos: Michel Alvim – Secom-MT
Para o governador Mauro Mendes, o ministro Queiroga se encontra no rumo de acertos que todos desejavam, na Saúde. “Depois de uma longa fase de terror e insegurança geral, quando inexistia algum suporte confiável para vencer essa maldita doença, eis que as vacinas impõem animador toque de recolher ao vírus, o que significa menos vidas perdidas e mais pessoas se recuperando, enquanto outras estão conseguindo retomar a normalidade de suas vidas. Isso porque os efeitos pós-pandemia ainda são sentidos em todos os quadrantes da Nação”.
Em MT, pontuou o governador, também foram adotadas várias estratégias, incluindo programas assistenciais, para tentar minimizar o impacto social da pandemia. “Resumindo: a Covid-19 ceifou não apenas vidas, mas esperanças, sonhos, e trouxe muitos pesadelos. A imposição vitoriosa da imunização, agora em curso crescente, deve se constituir em triunfo regular. De parabéns quantos se empenham nesse sentido, principalmente aqueles que se encontram na linha de frente dessa guerra”.
Emanuel Pinheiro: “Cuiabá tem sido modelo de imunização. E vamos continuar firmes nessa linha”

Prefeito Emanuel Pinheiro – Créditos: Davi Valle
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, também comemorou os primeiros sinais de recuo da Covid-19 no país, salientando que as medidas adotadas pela Prefeitura em Cuiabá, juntamente com a ampliação da imunização dos habitantes do município, já sinaliza sinais animadores. “Há bons horizontes por aí, é óbvio, mas não recuaremos nos cuidados preventivos. É preciso sempre muita atenção, pois o inimigo [Covid-19) é letal, não perdoa. Felizmente, pelo trabalho de imunização geral que acontece em todo o Brasil, do qual participamos com muito rigor nas ações, essa pandemia está recuando. E que vá para bem longe do nosso planeta”, conclui o gestor cuiabano.
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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