Política
Encontro define demandas no Programa de Desenvolvimento Institucional de Cuiabá
O encontro virtual contou com 130 participantes, entre representantes da sociedade civil organizada e dos Conselhos de Direito e Políticas Públicas, secretários municipais e coordenadores.
Política
Da Redação
O secretário municipal de Governo interino, Wilton Coelho participou, na última terça-feira (29), da 2ª Oficina do “Controle Social e Consciência Cidadã”. O evento foi realizado em parceria com a Prefeitura de Cuiabá e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que integra o projeto referente ao Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI). Coube ao município, 25 demandas prioritárias que deverão ser inseridas no Planejamento Estratégico, já em desenvolvimento com metas previstas nesses próximos quatro anos da gestão do prefeito Emanuel Pinheiro.
O encontro virtual contou com 130 participantes, entre representantes da sociedade civil organizada e dos Conselhos de Direito e Políticas Públicas, secretários municipais e coordenadores.
“Todas as demandas serão repassadas às secretarias para que sejam devidamente atendidas. É uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro acompanhar os trabalhos realizados pelas pastas para verificar se as metas previstas no PDI estão sendo cumpridas. Essas metas precisam ganhar amplitude na gestão”, destacou Wilton Coelho.
Já o secretário municipal de Planejamento, Zito Adrien, disse que a execução do PDI é de responsabilidade da equipe de cada secretaria e, já vem sendo cumprido desde a primeira gestão Emanuel Pinheiro. Ainda segundo o gestor, a parceria com TCE, como órgão fiscalizador, é de fundamental importância para a transparência das ações, sendo essa uma das principais premissas do prefeito.
“Esse trabalho integrado facilita o acompanhamento do prefeito que precisa ter conhecimento sobre o que cada secretaria está fazendo e se está dentro do Plano de Governo ou se é preciso fazer alguma correção para alcance das metas, bem como, contribui com o trabalho do Tribunal, que recebe quase que instantaneamente, as informações do município. Estamos trabalhando para fortalecer ainda mais a cultura do planejamento em cada secretaria”, declarou Zito.
A coordenadora no município do projeto do PDI, Helena Bucair Baleroni, ressaltou a importância dessa democracia virtual em tempos de pandemia para a construção das políticas Públicas em uma Gestão Participativa e Sustentável. “Essa oficina foi uma oportunidade para a sociedade, por meio dos seus representantes, dialogarem com o poder público, no sentido de contribuir com o planejamento estratégico da Prefeitura”, destacou.
O evento do Controle Social teve como palestrante a secretária de Articulação Institucional do TCE, Cassyra Vuolo , percursora e coordenadora Geral desse projeto.
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
-
Polícia1 dia atrásOPERAÇÃO DO GAECO: 15 vereadores de Cuiabá e Várzea Grande são investigados por suspeita de corrupção e compra de votos
-
Cidades6 dias atrásGoverno apresenta balanço de metas e investimentos na Assembleia Legislativa
-
Cidades6 dias atrásAção da Prefeitura libera calçadas e recebe aprovação de moradores em Cuiabá
-
Opinião4 dias atrásEu acredito que Cuiabá pode ser muito maior do que é hoje
-
Polícia5 dias atrásPivetta estuda extinguir secretarias e reorganizar estrutura do Governo de MT
-
Economia5 dias atrásAnac estabelece regras mais restritivas para aviação em Congonhas (SP)
-
Mato Grosso5 dias atrásWebinar reunirá especialistas para debater IA e segurança jurídica
-
Cidades7 dias atrásFestival de Orquídeas e Rosas do Deserto começa nesta quinta

