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Jô resolve e Corinthians bate Vitória em Salvador

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Atacante corintiano garantiu a primeira vitória do alvinegro neste Campeonato Brasileiro

Da Redação

 

O Corinthians confirmou sua condição de visitante indigesto e bateu o Vitória por 1 a 0, neste domingo, na Arena Fonte Nova, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Faltou ousadia, mas o time alvinegro contou com a estrela de no segundo tempo e garantiu o primeiro triunfo na competição, chegando a quatro pontos na tabela.

Depois de uma semana de preparação, o Corinthians tinha como objetivo recuperar os pontos perdidos na estreia com o empate, em casa, com a Chapecoense por 1 a 1 e contava com o bom retrospecto como visitante a seu favor. Fez a lição de casa em Salvador e voltou para casa com a missão cumprida graças a Jô, que assumiu a artilharia isolada do time no ano, com nove gols.

O Vitória tomou a iniciativa no início da partida, mas faltou qualidade na conclusão das jogadas e não levou perigo ao gol de Cássio. Enquanto o Corinthians, com Jadson apagado na armação, teve dificuldade de se aproximar da área do adversário. Um primeiro tempo de pouca agressividade dos dois lados, com times acomodados.

A primeira boa chance alvinegra veio somente aos 32 minutos, com Jô pela direita. O atacante cortou a marcação e exigiu uma boa defesa de Fernando Miguel. Na sequência, Romero não conseguiu aproveitar o rebote e cruzou para Rodriguinho, que acabou bloqueado pela defesa.

Mesmo sem Pablo, machucado, o Corinthians esteve seguro na defesa. Mas a zaga pode ser uma dor de cabeça para o técnico Fábio Carille nas próximas rodadas. No segundo tempo, o paraguaio Balbuena sentiu uma fisgada na coxa direita e foi substituído por Léo Santos, baixa em posição carente no Corinthians. A diretoria já até procura reforços e tem Anderson Martins, que atua no Catar, na mira.

Apesar da vitória, o Corinthians mostrou novamente ter dificuldade em transformar a posse de bola em ataques mais agudos, com infiltração. Sem gols no primeiro tempo, as equipes tiveram de se expor mais na segunda etapa. O time voltou do intervalo um pouco mais ofensivo, apostando nos cruzamentos. Aos 7 minutos, Romero, em posição de impedimento, cruzou para Maycon completar para o gol, corretamente anulado.

A falta de audácia tornava o jogo equilibrado, até que Jô resolveu para o Corinthians aos 29 minutos do segundo tempo. Em passe de Marquinhos Gabriel, poucos minutos de sair do banco de reservas, o atacante finalizou rasteiro, por baixo das pernas de Fernando Miguel. O Vitória não reagiu e viu o rival administrar a vantagem até o apito final.

Com a derrota sofrida em casa, o Vitória seguiu estacionou com um ponto na tabela do Brasileirão, no qual havia estreado com empate por 0 a 0 com o Avaí, em Florianópolis.

Na próxima rodada do Brasileirão, o Corinthians volta a jogar fora de casa e visita o Atlético-GO no Serra Dourada, no domingo, às 16h. Já o Vitória, um dia antes, às 21h, recebe o Coritiba novamente como mandante na Arena Fonte Nova devido às obras no Barradão.

FICHA TÉCNICA: VITÓRIA 0 x 1 CORINTHIANS

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 21 de maio de 2017, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols (PE)
Assistentes: Clóvis Amaral (PE) e Cleberson do Nascimento (PE)
Público: 16 515 pagantes
Renda: R$ 460.438,50
Cartão amarelo: Marquinhos Gabriel (Corinthians)
Gol: Jô, aos 30 minutos do segundo tempo

VITÓRIA: Fernando Miguel; Leandro Salino, Alan Costa, Fred e Geferson; Willian Farias, Uillian Correia (Euller) e Cleiton Xavier (Pisculichi); Paulinho, David e Rafaelson (Jhemerson). Técnico: Dejan Petkovic

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena (Léo Santos), Pedro Henrique e Guilherme Arana; Gabriel, Maycon (Marquinhos Gabriel), Jadson (Paulo Roberto), Rodriguinho e Romero; Jô. Técnico: Fábio Carille

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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