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Real Madrid elimina Atlético e está na final da Liga dos Campeões

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Vitória por 2 a 1 não é suficiente para o Atlético de Madri, que fez seu último clássico no Vicente Calderón e foi aplaudido pela torcida

 

Da Redação

 

Assim como nas temporadas 2014 e 2016, o sonho do primeiro título do Atlético de Madri na Liga dos Campeões terminou da pior forma possível: diante do rival Real Madrid, desta vez na semifinal. A vitória por 2 a 1 na tarde desta quarta-feira, em mais um apimentado clássico, não foi suficiente para a equipe dirigida por Diego Simeone, que havia perdido o jogo de ida por 3 a 0.

Este foi o último jogo do estádio Vicente Calderón, que em breve será demolido, em uma competição europeia e em um clássico da capital espanhola. Apesar da derrota, a torcida do Atlético reconheceu o esforço de seus atletas e, debaixo de muita chuva, aplaudiu o elenco que chegou pela terceira vez em quatro anos entre os quatro melhores da Europa. O Real buscará seu 12º título diante da Juventus, em 3 de junho, em Cardiff, no País de Gales. 

O jogo foi bastante tenso. Antes do início, a torcida do Atlético respondeu a uma provocação do rival com um mosaico na arquibancada com os dizeres “orgulhosos de não ser como vocês”. O time da casa incendiou o jogo com dois gols antes dos 15 minutos, primeiro com Saúl Ñiguez, de cabeça, e depois com Antoine Griezmann, de pênalti.

As duas equipes abusavam das faltas e o Atético parecia mais próximo do terceiro, que levaria o jogo para os pênaltis, mas aos 41 da primeira etapa Karim Benzema decidiu a partida. O atacante francês fez linda jogada pela ponta esquerda, driblou três marcadores e passou para Toni Kroos. O alemão chutou forte e Oblak fez bela defesa, mas no rebote Isco completou para as redes. Na comemoração, Cristiano Ronaldo e Isco provocaram os torcedores atleticanos.

O Atlético precisava de mais três gols para avançar e não teve forças para superar a retranca do Real Madrid. Cristiano Ronaldo ainda marcou um gol, mal anulado pelo bandeira. No fim, a chuva apertou e, sem chances de virada, a torcida do Atlético se despediu de seu estádio na Liga dos Campeões com festa e aplausos para Simeone e companhia.

 

 

Fonte: Veja/Placar

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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