Opinião
Deus Existe?
Opinião
#Motivos para a inexistência de Deus!
Se Deus existe, ele com certeza se mostraria possível para todos, principalmente para quem é cético. Se ele existisse, sendo tão poderoso, saberia abrir o coração de todos os que não acreditam nele. Afinal, para que construir o mundo inteiro e ser desacreditado por sua própria criação?
Uma divindade onipotente e onisciente é um paradoxo lógico absurdo. É impossível Deus criar uma tarefa impossível para ele. Se Deus sabe de tudo, o passado, o presente e o futuro, ele mesmo sendo onipotente não pode mudá-lo, pois ele já sabe qual é o futuro. Ou seja, não é nem onipotente, nem onisciente.
Jeová abandonou sua “criação”, Adão e Eva, pelo motivo de comerem os frutos de uma árvore. Então amaldiçoou toda a humanidade por causa de um fruto proibido. Depois, Deus mata todos com exceção de Noé e sua família, depois ele mata seu filho para salvar quem teria falhado com ele. Sempre tendo que matar quem age fora de suas regras, e isso é incompetência.
Se somos imagem e semelhança do perfeito, por que será que cometemos tantas falhas? Ora, não somos iguais a ele como descrito na bíblia.
#Motivos para acreditar na existência de Deus!
Existe uma lei no universo: a lei da causa e do efeito. Que para se ter um efeito, deve ter uma causa. Tudo é causado por algo. Neste caso, existe a concepção de que Deus seria o criador do universo, se há universo, algo o causou e segundo essa linha de raciocínio, esse algo seria deus.
Se por acaso a teoria da evolução não seja de fato uma verdade, não restam muitas outras teorias para a criação do universo e da vida senão por um criador, em especial. Levando em questão a diversidade da vida e a complexidade dos sistemas, para que possa haver a sociedade. É possível que tenha criado o mundo por um propósito. Existem diversos indícios que negariam a teoria da evolução.
Aliás, se contássemos de um a cem, podemos dizer que houve um primeiro. Da mesma forma acontece com nós seres humanos, para que houvesse um primeiro homem, ates algo pode ter acontecido e esse algo seria Deus?
#Conclusão
O intuito deste texto não é fazer acreditar ou desacreditar, mas sim expor duvidas de cada lado, afinal de contas, existem uma infinita quantidade de argumentos para cada lado, assim sendo, é difícil saber qual é o ponto mais relevante.
Contudo, sabe-se que as igrejas atuais e até mesmo o que contém dentro da bíblia está exposto conteúdos que comprovam que de fato, existem diversas controvérsias no mundo “religioso-cristão”, porém no criacionismo de Darwin também está cheio de controvérsias. Mas o que move o mundo são as perguntas e os questionamentos, desta forma, qualquer linha de raciocínio é válida. Já que não se sabe a verdade sobre tal criador.
João Victor é jornalista e acadêmico de Biomedicina.
Opinião
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
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