Economia
Mato Grosso supera impacto econômico da pandemia e tem crescimento recorde
Economia
Receita total teve um incremento de 26,2% nos primeiros quatro meses de 2021
Da Redação
O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, apresentou nesta segunda-feira (31.05), o relatório sobre o cumprimento das metas fiscais do 1º quadrimestre de 2021. A apresentação aconteceu, de forma virtual, durante audiência pública para a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), da Assembleia Legislativa.
A receita total apresentou uma boa performance e, segundo o relatório, teve um incremento de 26,2% nos primeiros quatro meses de 2021, em relação ao ano anterior.
Os dados apresentados apontam um crescimento recorde, impulsionado pelo agronegócio, que sozinho teve um crescimento de 33,7% no primeiro quadrimestre de 2021. O setor exportou R$ 10 bilhões a mais no período, em relação ao ano anterior. Já o faturamento total tributável em Mato Grosso teve um aumento de quase 44% a mais que em 2020, passando de R$ 119.584 para R$ 172.534 milhões, gerando superávit e superando os efeitos econômicos negativos causado pela pandemia da Covid-19.
Em Mato Grosso outra grande responsável pelo superávit foi a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que teve um crescimento de 60% na agropecuária, 25% no comércio e serviços e 40% na indústria, em 2021, comparando ao mesmo período de 2020, o que permitiu um repasse aos municípios 32,1% maior que o realizado em 2020.
“Tivemos um bom comportamento do ICMS, arrecadando 22% a mais do que o que foi arrecadado no mesmo período de 2020, o que fez com que fosse possível que diminuíssemos para abaixo dos 49% o gasto com pessoal, o que nos permitiu nesse momento, podermos pagar o a RGA que, desde 2018 aguardava nós atingirmos esse limite abaixo dos 49%”, explicou o secretário.
Investimento em alta
Em relação aos investimentos, houve um aumento no primeiro quadrimestre de 2021 para 3,5%, contra 1,5% do ano anterior. Já os restos a pagar tiveram uma queda histórica, com uma redução de 48,8% em 2021, saindo de R$ 1.879,07 milhões para R$ 999,48 mil.
Na apresentação o secretário também apontou os efeitos da inflação de preços que atingiu com maior intensidade as famílias de muito baixa e baixa renda, e disse que esses dados reforçam a necessidade do Estado em fazer transferência de renda, seja com fornecimento de cestas básicas e também pela entrega dos cartões com R$ 150 do programa Ser Família Emergencial, para as famílias de baixa renda e investimentos em capital humano.
“Precisamos de ações para o enfrentamento emergencial, como o Ser Família emergencial, mas também ações que promovam qualificação. Esse Governo está empenhado em fazer uma revolução na infraestrutura, com programas de investimentos em educação, como os 17 mil professores em atividade que receberam R$ 3.500 para compra de notebooks. Esses projetos levam em conta o fortalecimento da nossa produtividade, da geração de renda e consequentemente para retirar essas pessoas da miséria. Em 2022 o Governo pretende gerar 50 mil empregos diretos”, finaliza Rogério Gallo.
Comportamento das despesas
A despesa orçamentária corrente nominal no estado, teve um incremento de 6,2%. Elas se referem as manutenções mensais, custeios dos órgãos e contratos. A saúde teve maior aumento nos gastos em 2021, chegando a 28%, por conta despesas da pasta com a pandemia.
No histórico de despesa de pessoal, por poderes da administração pública, houve um crescimento nos primeiros meses de 2021, sendo equivalente a um total de 6,8% a mais que em 2020, totalizando R$ 4.394 bilhões. O Poder Executivo representou o maior crescimento, ficando em 7,1%, devido a contratação dos profissionais da Educação neste ano, que não ocorreu em 2020, por conta da suspensão das aulas em virtude da pandemia. Os custos de pessoal e encargos sociais que correspondiam a 79,7% em 2020, caíram para 75,9% da despesa total em 2021
Ao final da apresentação, o secretário Rogério Gallo, respondeu perguntas dos deputados Carlos Avallone, presidente da CFAEO, Delegado Claudinei e Lúdio Cabral, e ainda de Antônio Wagner, do Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig-MT) e do procurador-Geral de Justiça, José Antônio Borges.
A próxima audiência para apresentação das metas fiscais referente ao 2º quadrimestre de 2021 ficou agendada para o dia 30 de setembro de 2021.
No histórico de despesa de pessoal, por poderes da administração pública, houve um crescimento nos primeiros meses de 2021, sendo equivalente a um total de 6,8% a mais que em 2020, totalizando R$ 4.394 bilhões. O Poder Executivo representou o maior crescimento, ficando em 7,1%, devido a contratação dos profissionais da Educação neste ano, que não ocorreu em 2020, por conta da suspensão das aulas em virtude da pandemia. Os custos de pessoal e encargos sociais que correspondiam a 79,7% em 2020, caíram para 75,9% da despesa total em 2021
Ao final da apresentação, o secretário Rogério Gallo, respondeu perguntas dos deputados Carlos Avallone, presidente da CFAEO, Delegado Claudinei e Lúdio Cabral, e ainda de Antônio Wagner, do Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig-MT) e do procurador-Geral de Justiça, José Antônio Borges.
A próxima audiência para apresentação das metas fiscais referente ao 2º quadrimestre de 2021 ficou agendada para o dia 30 de setembro de 2021.
Economia
Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral
O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.
Principais números
- Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
- Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
- Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
- Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
- Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).
Câmbio
O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.
A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.
Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.
Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).
A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.
Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.
Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.
* Com informações da Reuters
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