Economia
Márcia Pinheiro diz que Qualifica 300 é retomada da economia e empregos
Economia
Da Redação
A primeira-dama Márcia Pinheiro acredita que o Qualifica Cuiabá 300 anos ajudará na retomada da economia e da geração de empregos nos próximos anos. A nova edição do programa de qualificação profissional gratuita oferece 1.960 vagas para 20 cursos de 9 áreas e a estimativa para o final da gestão é de alcançar 10 mil pessoas.
Segundo Márcia, idealizadora do programa que teve início em 2018 e já certificou mais de cinco mil pessoas, a principal justificativa foi o forte crescimento do trabalho informal e o baixo índice de desemprego registrado antes da pandemia, cenário que o Qualifica 300 contribuiu diretamente e indiretamente para alcançar.
“Na época Cuiabá registrava uma das menores taxas de desemprego do país e a informalidade estava em alta. O Qualifica 300 está inserido nesse contexto. Formamos mais de cinco mil pessoas e muitas delas criaram seu próprio negócio, até mesmo durante essa pandemia eles viram como alternativa de fonte de renda. Temos casos de pessoas que conseguiram uma vaga no emprego formal por conta da capacitação”, explicou.
Para contribuir com esse impulsionamento, o programa oferece, desde a última edição, cursos direcionados para o empreendedorismo e, nesta edição, serão 260 vagas para o aperfeiçoamento.
“Além dos cursos de 160 horas, os alunos terão acesso aos cursos de empreendedorismo de 16 horas que trazem noções básicas de como empreender e montar o seu próprio negócio para que elas saiam do curso com maior entendimento de sua área. Esse foi o pedido da nossa primeira-dama”, destacou Mozara Guerreiro, gerente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Cuiabá.
O Qualifica 300, como é popularmente conhecido, faz parte do eixo 2 do programa ‘Pra Frente Cuiabá’, executado pela Secretaria Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, que busca incentivar e recuperar o crescimento das atividades econômicas que foram afetadas pela crise sanitária do novo coronavírus.
“O Qualifica é um dos pilares importantes do Pra Frente Cuiabá. Não temos como pensar no desenvolvimento sem pensar nas pessoas. Por isso precisamos investir na qualificação, no preparo da mão de obra local para que, de forma adequada, seja absorvida no mercado de trabalho. É um desdobramento de tudo aquilo que a primeira-dama Márcia Pinheiro construiu durante a primeira gestão, tendo em vista o alcance social que esse projeto irá garantir as pessoas”, disse Francisco Vuolo, titular da pasta.
Ações do Programa Pra Frente Cuiabá:
– Sine da Gente: Implantação de uma unidade móvel que atuará nos bairros para atender a oferta e demanda de emprego por região.
– Enem Digital 5.0: Ensino no modelo híbrido; Suporte técnico e personalizado; 2.000 alunos.
– Qualifica Cuiabá: Programa da Secretaria de Assistência Social, em parceria com SESI, SENAI, SEBRAE e FECOMÉRCIO; Desenvolver as habilidades dos cidadãos para o fomento na geração de renda para família; Preparar a mão-de-obra para o mercado de trabalho.
– Agro da Gente: Fortalecimento do apoio à agricultura familiar; Qualificação técnica na produção do campo; Incentivo à atividade da agroindústria; Programa de incentivo para quatro cadeias produtivas: Peixe, FLV (fruta, legume e verdura), Frango e Leite.
– Cuiabanco: Linha de Crédito para o pequeno empreendedor com juros zero; PAA – Programa de aquisição de alimentos.
Economia
Número de superendividados no Brasil cresceu 75% em cinco anos, diz BC
O número de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho de 2026, alta de 75% em cinco anos, informou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabiliadde Financeira do Banco Central (BC).

O contingente representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Diante do avanço do problema, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas para conter ofertas agressivas de crédito ainda este ano.
Principais números:
- 20,3 milhões: brasileiros em situação de endividamento de risco;
- 75%: crescimento do contingente entre junho de 2021 e junho de 2026;
- 17%: participação dos devedores de risco no sistema financeiro;
- 42%: comprometimento da renda com dívidas entre pessoas que ganham até dois salários mínimos;
- 15%: parcela da renda dessa faixa comprometida com dívidas no cartão de crédito;
- 18,6%: comprometimento total da renda entre quem ganha mais de dez salários mínimos.
BC prepara novas medidas
Segundo Galípolo, as próximas iniciativas devem priorizar consumidores que já utilizam o crédito rotativo do cartão ou apresentam atrasos significativos no pagamento das dívidas.
“Pretendemos adicionar medidas ainda este ano”, afirmou o presidente do BC. Ele destacou a preocupação com pessoas que já enfrentam juros elevados e dificuldades financeiras.
Galípolo também apontou o crescimento de modalidades de crédito sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal não consignado, mesmo em um cenário de juros elevados.
“A preocupação que existe é nessas modalidades, em que estamos assistindo crescimento de maneira pouco sensível a preço”, disse.
Quem está em risco
Para classificar um consumidor como endividado de risco, o BC considera quatro critérios. É necessário atender a pelo menos dois deles:
- Atraso superior a 90 dias no pagamento de parcelas de crédito;
- Comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas;
- Uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo;
- Renda restante, após o pagamento das dívidas, abaixo da linha de pobreza.
A classificação não significa que todos os 20,3 milhões de brasileiros estejam inadimplentes, mas indica maior vulnerabilidade financeira.
O relatório do BC mostra ainda que o comprometimento da renda com dívidas no cartão aumentou em todas as faixas salariais. Entre os que recebem até dois salários mínimos, grupo que reúne 61,2 milhões de pessoas, o comprometimento total chegou a 42% da renda em junho de 2026.
Regras para empréstimos
Na última sexta-feira (23), o Banco Central anunciou medidas para restringir ofertas inadequadas de crédito e ampliar a transparência na contratação de empréstimos.
Entre as mudanças, as instituições financeiras deverão oferecer mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de crédito. Para consumidores considerados vulneráveis ou em risco de endividamento excessivo, as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca.
Nesses casos, as propostas deverão se limitar a alternativas que melhorem as condições financeiras do cliente, como renegociação e portabilidade, sem concessão de novos recursos.
As regras de bloqueio de ofertas entram em vigor em 31 de março de 2027. Outras medidas, previstas para julho do mesmo ano, incluem painéis digitais com informações sobre dívidas e limites para ofertas de empréstimos durante transações iniciadas pelo Pix.
As iniciativas buscam reduzir a contratação de crédito inadequado e evitar o agravamento do endividamento das famílias brasileiras.
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