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Prefeitura de Cuiabá reforça olhar sensível e realiza vacinação de 400 catadores de recicláveis

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A priorização desses trabalhadores foi uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro e da primeira-dama Márcia Pinheiro

Da Redação

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e em parceria com a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), realizou nesta terça-feira (18) a vacinação contra a covid-19 de cerca de 400 catadores de materiais recicláveis e balanceiros (pessoas que fazem a pesagem do lixo levado nos caminhões de coleta), no aterro sanitário, localizado na região do Barreiro Branco. 

A priorização dessa categoria de trabalhadores foi uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro e da primeira-dama Márcia Pinheiro, por conta da situação de vulnerabilidade, seja pela exposição ao coronavírus em decorrência das funções que exercem, bem como da vulnerabilidade social, por serem pessoas sem acesso à internet e aos polos de vacinação já montados pela Prefeitura.   

O adjunto de Serviços Urbanos, Anderson Matos, acompanhou a vacinação e classificou o momento como “um dia histórico”. “É mais uma ação de humanização porque esses trabalhadores são aqueles que estão na ponta, os que mais necessitam do apoio do poder público e o prefeito tem esse olhar clínico e esse olhar humano com todas essas pessoas. São trabalhadores honestos, que têm família, que às vezes saem de suas casas 3 horas da manhã pra voltar no final do dia com o alimento. É um trabalho digno que merece todo o respaldo do poder público e é isso o que a gestão Emanuel Pinheiro está fazendo”, disse. 

Marizalva Gino dos Santos, 49 anos, é mãe de dois filhos e trabalha há 17 anos como catadora. “Sustentei minha família tudo com dinheiro daqui, graças a Deus”. Ela conta que não chegou a contrair covid-19 e que em relação ao medo, contava com a fé. Ela agradeceu à Prefeitura e à associação de catadores pela oportunidade de ser vacinada no local onde trabalha. “Graças ao governo que deu prioridade para os catadores se vacinar e cuidar da saúde também porque essa doença está perigosa. Estou muito feliz!”, disse. 

Ataíde Amaro de Carvalho, 60 anos, passou mais de 35 anos trabalhando como pedreiro e, nos últimos 4 anos, passou a trabalhar como catador de material reciclável. Com a pandemia, ele passou a se preocupar com o fato de manusear objetos possivelmente contaminados com o coronavírus. “A gente sentia medo, mas com muita fé em Deus a gente ia trabalhando porque não tinha alternativa. Agora, graças a Deus, chegou a vacina para nós aqui e agora a gente vai trabalhar mais tranquilo. Espero isso para nós todos que estamos trabalhando aqui”. 

Questionado sobre a ação da Prefeitura de Cuiabá em prol da categoria dos catadores, uma vez que eles não precisaram fazer o cadastro no site vacina.cuiaba.mt.gov.br e nem ir aos polos de vacinação, uma vez que o levantamento foi feito pela própria Prefeitura em parceria com as associações, o trabalhador demonstrou gratidão. “Muito ótimo porque fazendo isso a gente está vendo que estão cuidando da saúde das pessoas. Então, isso é muito bom porque ao invés de eu ir procurar a vacina, ela que veio aqui para gente ser vacinado. Eu agradeço o prefeito Emanuel Pinheiro, que fez isso por nós, uma coisa que nós nem esperava, era pra nós ir atrás, mas ele já mandou pra nós”, destacou Amaro. 

O dia também foi de alegria para o casal Ehdenise Tyeme Silva dos Santos e Paulo Henrique Gino dos Santos, ambos catadores de recicláveis e ambos vacinados com a primeira dose da vacina contra a covid-19. “Eu estava preocupada por causa dessa vacina. Estava com medo de pegar covid porque tenho epilepsia. Aí o pessoal da Prefeitura agiu rápido e foi muito bom. Com a vacina me sinto mais protegida. Deus primeiramente e depois a vacina”, disse Ehdenise.

A vacinação dos catadores de material reciclável encerra a primeira fase da imunização do grupo de pessoas em vulnerabilidade, composto também por carroceiros, motoristas de ônibus e trabalhadores da limpeza urbana. Ao todo, cerca de 2 mil pessoas desse grupo já receberam a primeira dose da vacina Astrazeneca.

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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