Mato Grosso
Curso superior em Teatro forma segunda turma em Mato Grosso
Mato Grosso
Cerimônia de colação de grau acontece na próxima sexta-feira (14.05), às 19h (horário MT), em formato digital
Da Redação
Mais um ciclo se encerra neste mês no curso superior de Tecnologia em Teatro da MT Escola de Teatro. Após a conclusão de quatro módulos de ensino referentes a quatro semestres, a segunda turma de formandos recebe o título de tecnólogo em cerimônia de colação de grau que acontece na próxima sexta-feira (14.05), às 19h (horário MT).
O evento é gratuito e aberto ao público, sendo transmitido em formato digital pelo canal de YouTube MT Escola de Teatro.
Primeira graduação de ensino superior em artes cênicas do estado e credenciado pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o curso é oferecido pela MT Escola de Teatro, polo de formação que funciona no Cine Teatro Cuiabá. Vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a escola é gerida em parceria entre a Unemat, a Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap) e a Associação Cultural Cena Onze.
Na graduação, o estudante escolhe uma das sete áreas de ênfase, na qual deseja se especializar: atuação, cenografia e figurino, direção, dramaturgia, iluminação, sonoplastia e produção cultural.
O diretor artístico da MT Escola de Teatro, Flávio José Ferreira, vê com otimismo o mercado de trabalho para os artistas tanto pelas oportunidades surgidas atualmente quanto pela qualidade da formação.
“Com essa colação de grau forma-se mais uma turma para o mercado de trabalho, uma turma preparada com os melhores professores. E a gente vê que de fato as pessoas estão indo trabalhar, está tendo mercado de trabalho, grande parte dos projetos estão sendo aprovados nas leis de incentivo à cultura, nos editais, na Lei Aldir Blanc. Há um número muito grande de artistas nossos que eram estudantes e estão sendo beneficiados”, comenta Flávio.
Para Rodolfo García Vázquez, coordenador pedagógico da MT Escola de Teatro, essa segunda turma tem uma trajetória vitoriosa e admirável, pois foi necessário resiliência e amor à arte para prosseguir com o curso durante a pandemia de covid-19.
“Essa turma atravessou um período histórico extremamente complexo, cheio de desafios. A pandemia levou ao isolamento social e à suspensão de todas as atividades presenciais, o que seria vital para o teatro. No entanto, com muito esforço de todas e todos, conseguimos superar o isolamento através do ensino online. A coragem com que eles enfrentaram tais desafios diários, ao se recriar digitalmente como artistas e estudantes, foi inequívoca”.
De acordo com o graduando do Curso Superior de Tecnologia em Teatro com ênfase em produção cultural, Ronaldo José, a experiência adquirida no processo de construção de cada trabalho artístico desenvolvido nos dois anos dentro da academia trouxe muito aprendizados.
“Enfrentamos obstáculos, nos permitimos trocar e respeitar as opiniões de cada artista envolvido no processo, pois a metodologia de criação colaborativa é complexa, intrigante e fascinante ao mesmo tempo. O curso conseguiu atender às minhas expectativas, mesmo com as dificuldades que encontramos no percurso de migração para um teatro digital, em virtude da pandemia”.
O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Alberto Machado, elogia a atuação da MT Escola de Teatro para o fortalecimento e qualificação do setor cênico no estado.
“Parabéns a toda turma de formandos por vencerem esse importante ciclo de conhecimento. E nosso agradecimento ao corpo docente e gestores da MT Escola de Teatro por contribuírem de forma primorosa para a profissionalização da arte cênica. Que todos tenham muito sucesso na caminhada e contem conosco”, finaliza o secretário.
Mato Grosso
Botelho defende valorização dos artistas regionais e fortalecimento da cultura
A valorização dos artistas regionais e o fortalecimento da identidade cultural de Mato Grosso estão entre as pautas defendidas pelo deputado estadual Eduardo Botelho (MDB). Ao lado da deputada Janaina Riva (MDB), ele foi autor da Lei nº 11.967/2022, que estabeleceu a obrigatoriedade de destinar parte dos recursos públicos utilizados na realização de eventos culturais à contratação de artistas locais.
A legislação determinou a reserva de, no mínimo, 30% do valor do evento para a contratação de cantores, instrumentistas, bandas e conjuntos musicais regionais, desde que devidamente cadastrados junto à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
A iniciativa buscou ampliar as oportunidades para os profissionais da música mato-grossense, garantindo maior participação nas programações culturais financiadas com dinheiro público e contribuindo para o fortalecimento da economia criativa no Estado.
“Mato Grosso tem artistas talentosos, que carregam a nossa história, as nossas tradições e a identidade do nosso povo. Nosso compromisso é garantir que esses profissionais tenham oportunidades, reconhecimento e espaço para mostrar seu trabalho. Valorizar a cultura regional também significa gerar emprego, renda e desenvolvimento para o nosso Estado”, destaca Botelho.
A Lei nº 11.967/2022, foi posteriormente revogada pela Lei nº 12.082/2023, sancionada em 18 de abril de 2023. A nova legislação, de autoria de lideranças partidárias, passou a disciplinar a contratação de artistas em shows e eventos musicais financiados com recursos públicos estaduais, inclusive por meio de parcerias e convênios.
A nova regulamentação manteve a diretriz de valorização dos artistas regionais, estabelecendo a destinação de, no mínimo, 30% dos recursos destinados aos cachês artísticos para essas contratações. Também definiu regras para os repasses financeiros, os pagamentos de cachês e a prestação de contas dos recursos públicos utilizados.
Dessa forma, embora a Lei nº 11.967/2022 tenha sido expressamente revogada, a atuação de Botelho na formulação da legislação anterior integra o histórico de iniciativas voltadas à ampliação do espaço dos artistas regionais nas políticas públicas de cultura.
Para Botelho, a valorização da chamada “prata da casa” vai além da presença de músicos locais em festas e grandes eventos. Trata-se de reconhecer a cultura como instrumento de desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação das tradições mato-grossenses.
Cantores, instrumentistas, bandas e grupos regionais movimentam a economia, geram empregos e mantêm vivas as diferentes manifestações culturais do Estado. A ampliação do acesso às contratações públicas pode contribuir para fortalecer carreiras, incentivar novos talentos e criar condições para que os profissionais da arte cresçam em sua própria região.
Ao defender políticas de incentivo à produção artística local, Eduardo Botelho reforça a importância de assegurar que os investimentos públicos também se convertam em oportunidades para os talentos de Mato Grosso.
“A cultura precisa ser reconhecida como parte do desenvolvimento de Mato Grosso. Quando valorizamos nossos artistas, estamos fortalecendo a nossa identidade, movimentando a economia e criando oportunidades para quem vive da arte. Os talentos da nossa terra merecem espaço e reconhecimento”, conclui o parlamentar.
Fonte: ALMT – MT
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