Economia
Primeira-dama participa de mais uma rodada de entrega da campanha Vacina Solidária
Economia
Os beneficiários foram o Abrigo Bom Jesus de Cuiabá e a Associação das Mulheres Sopão das Guerreiras
Da Redação
A primeira-dama Márcia Pinheiro participou da segunda rodada de entrega de alimentos oriundos da campanha Vacina Solidária, realizada nesta quinta-feira (06). Os beneficiários foram o Abrigo Bom Jesus de Cuiabá e a Associação das Mulheres Sopão das Guerreiras, além de outras comunidades e instituições que receberam mais de 500 cestas básicas, num total de 1 mil já entregues à população, até o momento.
“Agradecemos muito a primeira-dama pela doação que iremos ajudar as 60 famílias que atendemos na região. Na situação que as pessoas estão, veio em boa hora”, disse Ilda Lopes da Costa, moradora da região do Serra Dourada.
Segundo Márcia, existem outras 50 instituições já mapeadas pela Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência que receberão os alimentos em entregas programadas para a próxima semana.
Chegamos a um mês de campanha com uma arrecadação considerável, muito engajamento das pessoas e não perdemos tempo e estamos direcionando todo esse alimento para quem precisa. É uma união de esforços do poder público, iniciativa privada e a população mostrando que todos tem sua parcela de responsabilidade social”, destacou.
A campanha Vacina Solidária é uma iniciativa promovida em todo o Brasil que teve Cuiabá como uma das primeiras cidades a aderirem a ação solidária que já é replicada em algumas cidades de Mato Grosso como Chapada dos Guimarães.
A ideia é pedir à população 1 kg de alimento não perecível que podem ser entregues nos postos de vacinação durante a ida das pessoas que estão aptas para a imunização.
Em Cuiabá são cinco postos de vacinação: Centro de Eventos do Pantanal, Sesi Papa, Sesc Balneário, Universidade Federal de Mato Grosso e estacionamento da Assembleia Legislativo.
“Continuamos pedindo doações. Ela não é consignada a vacina, é voluntária, mas que os que podem se conscientizem porque estará ajudando uma família que passa dificuldade em decorrência da pandemia”, frisou a primeira-dama.
Economia
CNI reduz previsão de crescimento do PIB para 1,6% em 2026
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. 

Segundo o Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (28), a revisão reflete o desempenho mais fraco esperado para a indústria de transformação e o setor de serviços.
A agropecuária, por outro lado, teve sua estimativa de crescimento revisada para cima. Segundo a entidade, os juros elevados e a desaceleração da demanda interna continuam pressionando a produção.
Principais projeções
- PIB: crescimento de 1,6% em 2026, ante previsão anterior de 2%;
- Indústria: alta de 1,3%, contra 2% estimados anteriormente;
- Indústria de transformação: retração de 0,7%;
- Serviços: crescimento de 1,6%, ante 1,9%;
- Agropecuária: expansão de 2,5%, acima dos 1,8% previstos anteriormente;
- Inflação: projeção de 5,15% para o ano;
- Selic: previsão de encerramento de 2026 em 13,25% ao ano;
- Dívida pública bruta: estimativa de 83,7% do PIB.
Indústria perde força
A indústria deve sentir os efeitos da desaceleração econômica de forma mais intensa. A projeção de crescimento do setor caiu de 2% para 1,3%, principalmente devido ao desempenho negativo esperado para a indústria de transformação.
Para esse segmento, a CNI revisou a estimativa de crescimento de 0,6% para uma queda de 0,7%. Entre os fatores que pressionam a atividade estão a redução da demanda interna, o custo elevado do crédito, o aumento dos custos de produção e a concorrência dos produtos importados.
A indústria extrativa, por sua vez, deve crescer 9,1%, enquanto a construção tem previsão de alta de 1,5%, sustentada por investimentos em infraestrutura e pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida.
Serviços e agropecuária
O setor de serviços também teve a projeção reduzida, de 1,9% para 1,6%. A revisão considera a estabilidade do volume de serviços desde o fim de 2025 e a desaceleração do comércio, especialmente nos segmentos mais dependentes de crédito.
Na direção oposta, a agropecuária teve a estimativa elevada de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela perspectiva mais favorável para a segunda safra de milho.
Trabalho e inflação
A CNI estima que a população ocupada cresça 1,2% em 2026, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 5,3% para 5% até o fim do ano. A massa de rendimentos reais, que considera os efeitos da inflação, deve aumentar 4,6%.
A inflação, porém, tende a acelerar nos últimos meses do ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de alta de 5,15%, acima dos 4,26% registrados em 2025.
A entidade prevê que o Banco Central reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, encerrando o ano em 13,25%.
Contas públicas
A CNI projeta déficit primário de R$ 54,6 bilhões nas contas do governo federal em 2026, equivalente a 0,4% do PIB. Considerando as regras de exclusão de determinadas despesas da meta fiscal, o resultado seria um superávit de R$ 12,6 bilhões.
A entidade estima que a dívida pública bruta avance de 78,6% para 83,7% do PIB até o fim do ano.
Comércio exterior
A balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões em 2026, quase 30% acima do resultado de 2025.
As exportações devem somar US$ 386,7 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. Já as importações estão estimadas em US$ 309,4 bilhões, alta de 6,4%.
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