Economia
Agricultores de Diamantino doam toneladas de alimentos para famílias e entidades carentes
Economia
Estão sendo entregues em média 80 kits por semana, e a previsão é de comercializar R$ 50.731,11 por ano
Agricultores familiares cadastrados no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea, no município de Diamantino (208 km a Médio-Norte de Cuiabá), estão se organizando para entregar mais de 12 toneladas de alimentos para famílias e entidades em situação de vulnerabilidade. Estão sendo entregues em média 80 kits por semana, contendo até 35 alimentos diferentes, e a previsão é de comercializar R$ 50.731,11 por ano.
A engenheira agrônoma da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Josivanny Santos Cocco, fala que os produtores receberam orientações quanto as documentações necessárias, e para aqueles que estavam aptos, a equipe realizou o cadastro e elaborou o projeto de venda. “O programa, além de estimular a produção de alimentos para comercialização, melhora a alimentação das famílias rurais, e cada produtor poderá comercializar até R$ 6,5 mil por ano”, explica Josivanny.
O Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e a Empaer, em parceria com as Prefeituras Municipais, são responsáveis pela execução dessa etapa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Os recursos fazem parte do pacote de ações determinado pelo Governo Federal para minimizar os impactos causados pela pandemia da Covid-19 na agricultura familiar.

Créditos: extensionista EMPAER
A Extensionista Social da Empaer, Amélia Pudlo, ressalta que o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) possui uma seleção das famílias cadastradas no CadÚnico do município e que encontram em situação de vulnerabilidade alimentar, sendo assim, é uma entidade que recebe os produtos dos agricultores familiares. São 35 alimentos diferentes que as famílias selecionadas poderão receber por até 12 meses, proporcionando uma alimentação mais saudável neste momento de pandemia.
Foram distribuídas 560 cestas básicas em forma de doação às famílias e entidades. Os produtos contidos na cesta são oriundos da agricultura familiar, tais como abóbora, mandioca, alface (americana e crespa), cheiro verde, quiabo, vagem, banana, limão, mamão e outros. O Programa tem o objetivo de fortalecer a agricultura familiar, com o aquecimento na venda dos produtos, e garantir o enfrentamento de situações de insegurança alimentar e nutricional com o atendimento sem fins lucrativos.
No município estão participando oito agricultores que receberam o cartão do Ministério da Cidadania para participar do programa. Estão participando das entregas produtores das comunidades rurais Córrego Grande, Sumidouro, Buriti e Caju. E também os assentamentos rurais Diocese, Caeté e Bojuí.
Economia
CNI reduz previsão de crescimento do PIB para 1,6% em 2026
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. 

Segundo o Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (28), a revisão reflete o desempenho mais fraco esperado para a indústria de transformação e o setor de serviços.
A agropecuária, por outro lado, teve sua estimativa de crescimento revisada para cima. Segundo a entidade, os juros elevados e a desaceleração da demanda interna continuam pressionando a produção.
Principais projeções
- PIB: crescimento de 1,6% em 2026, ante previsão anterior de 2%;
- Indústria: alta de 1,3%, contra 2% estimados anteriormente;
- Indústria de transformação: retração de 0,7%;
- Serviços: crescimento de 1,6%, ante 1,9%;
- Agropecuária: expansão de 2,5%, acima dos 1,8% previstos anteriormente;
- Inflação: projeção de 5,15% para o ano;
- Selic: previsão de encerramento de 2026 em 13,25% ao ano;
- Dívida pública bruta: estimativa de 83,7% do PIB.
Indústria perde força
A indústria deve sentir os efeitos da desaceleração econômica de forma mais intensa. A projeção de crescimento do setor caiu de 2% para 1,3%, principalmente devido ao desempenho negativo esperado para a indústria de transformação.
Para esse segmento, a CNI revisou a estimativa de crescimento de 0,6% para uma queda de 0,7%. Entre os fatores que pressionam a atividade estão a redução da demanda interna, o custo elevado do crédito, o aumento dos custos de produção e a concorrência dos produtos importados.
A indústria extrativa, por sua vez, deve crescer 9,1%, enquanto a construção tem previsão de alta de 1,5%, sustentada por investimentos em infraestrutura e pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida.
Serviços e agropecuária
O setor de serviços também teve a projeção reduzida, de 1,9% para 1,6%. A revisão considera a estabilidade do volume de serviços desde o fim de 2025 e a desaceleração do comércio, especialmente nos segmentos mais dependentes de crédito.
Na direção oposta, a agropecuária teve a estimativa elevada de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela perspectiva mais favorável para a segunda safra de milho.
Trabalho e inflação
A CNI estima que a população ocupada cresça 1,2% em 2026, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 5,3% para 5% até o fim do ano. A massa de rendimentos reais, que considera os efeitos da inflação, deve aumentar 4,6%.
A inflação, porém, tende a acelerar nos últimos meses do ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de alta de 5,15%, acima dos 4,26% registrados em 2025.
A entidade prevê que o Banco Central reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, encerrando o ano em 13,25%.
Contas públicas
A CNI projeta déficit primário de R$ 54,6 bilhões nas contas do governo federal em 2026, equivalente a 0,4% do PIB. Considerando as regras de exclusão de determinadas despesas da meta fiscal, o resultado seria um superávit de R$ 12,6 bilhões.
A entidade estima que a dívida pública bruta avance de 78,6% para 83,7% do PIB até o fim do ano.
Comércio exterior
A balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões em 2026, quase 30% acima do resultado de 2025.
As exportações devem somar US$ 386,7 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. Já as importações estão estimadas em US$ 309,4 bilhões, alta de 6,4%.
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