Economia
Saúde recebe doação de insumos hospitalares
Economia
Produtos doados por empresários do ramo de construção civil foram entregues na manhã desta quarta-feira (05)
Da Redação
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) recebeu, na manhã desta quarta-feira (5), uma doação de R$ 100 mil em insumos para a rede municipal de saúde da capital. Os produtos foram doados pela Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção do Estado de Mato Grosso (Acomac/MT) e pelo Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção, Louças, Tintas, Vidraçaria, Ferragens, Elétrica e Hidráulica de Mato Grosso (Sindcomac/MT) e entregues no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá – CDMIC.
De acordo com o diretor de Logística e Suprimentos da SMS, Igor Damásio da Silva, os insumos recebidos estão entre os mais utilizados nas unidades de saúde, principalmente da Atenção Terciária, que são os hospitais. Foram entregues vários tamanhos de luvas cirúrgicas, coletores para perfurocortantes, máscaras descartáveis, equipos e álcool 70%. “Recebemos hoje uma doação de insumos hospitalares por parte da Acomac e Sindcomac, em uma parceria realizada com a Prefeitura. São produtos que temos encontrado problemas para a aquisição e essa doação veio muito a calhar. Isso demonstra o respeito dos empresários e cidadãos cuiabanos, que tem nos ajudado no combate ao COVID-19. Temos feito vários processos licitatórios para a compra desses materiais, mas temos encontrado dificuldades, até mesmo por parte das empresas nas entregas dos insumos”, revelou o diretor.
O presidente da Acomac, Paulo Esteves explicou que parte da atuação da Associação tem um cunho social. “Dentro deste cenário de pandemia, esse caos da saúde que estamos vivendo, achamos que era um momento propício para fazermos nossa parte e ajudar. A Prefeitura de Cuiabá foi escolhida porque entendemos que a capital recebe os enfermos em estado grave de todo o Estado. Ajudando os hospitais públicos da capital, consequentemente estamos ajudando toda a população de Mato Grosso. Doamos hoje mais de 100 mil reais em produtos, depois de conversarmos com a Secretaria Municipal de Saúde para sabermos o que de fato estavam precisando. Fizemos esta entrega com muita alegria, com a certeza eu este material será muito bem utilizado”, comentou Esteves.
O prefeito Emanuel Pinheiro, que recebeu a doação de forma simbólica, na segunda-feira (3), agradeceu a parceria do setor empresarial e destacou que essa doação demonstra o quanto a Prefeitura de Cuiabá tem feito um trabalho sério e reconhecido. “Recebemos essa doação que mostra a credibilidade e a força da gestão junto ao setor produtivo, junto àqueles que fomentam a nossa economia e geram emprego. Então, só tenho a agradecer a atuação da Acomac, do nosso empresariado do ramo de materiais de construção. A nossa atuação dia e noite é lutar por Cuiabá e nossa gente, esse é o nosso destino, unir a nossa sociedade pois juntos vamos vencer a covid-19”.
A primeira-dama, Márcia Pinheiro afirmou que todas as doações são sempre bem-vindas, uma vez que o Poder Público tem encontrado dificuldade nas aquisições, por conta da alta demanda e alta dos preços. “A gente fica muito feliz de vocês terem esse entendimento de dar essa retribuição ao Município por tudo o que a gestão fez, tanto pelos pacientes da Capital como do interior. Estamos muito felizes mesmo por essa doação e tenho certeza que fará toda a diferença para a gestão da saúde, neste momento tão difícil que todos nós estamos passando”.
Economia
Dívida Pública sobe 0,97% em setembro e encosta em R$ 9,4 trilhões
A incidência dos juros da dívida pública fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em setembro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês passado, alta de 0,97%.

Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto.
De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado em agosto, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,04%, passando de R$ 8,944 trilhões em agosto para R$ 9,037 trilhões em setembro.
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que resgatou, volume baixo para os padrões históricos. A apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento.
Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos da DPMFi. Os resgates em setembro somaram R$ 185,66 bilhões, motivados principalmente pelo elevado volume de vencimentos de títulos corrigidos pela Taxa Selic, juros básicos da economia.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões em agosto para R$ 345,41 bilhões em setembro. O principal fator foi a estabilidade do dólar no mês passado e o pagamento corrente de cerca de R$ 3 bilhões.
Colchão
Após cair em agosto, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu em setembro. Essa reserva passou de R$ 1,208 trilhão em agosto para R$ 1,273 trilhão em setembro.
Atualmente, o colchão cobre 7,71 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,87 trilhão em títulos federais.
Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de agosto para setembro:
- Títulos vinculados a Selic: 52,74% para 51,6%;
- Títulos corrigidos pela inflação: 23,22% para 23,59%;
- Títulos prefixados: 20,31% para 21,14%;
- Títulos vinculados ao câmbio: 3,74% para 3,67%.
Revisado em agosto, o PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos
- Títulos vinculados a Selic: 49% a 53%;
- Títulos corrigidos pela inflação: 21% a 25%;
- Títulos prefixados: 20% a 24%;
- Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.
Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.
Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.
Prazo
O prazo médio da DPF manteve-se estável em 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.
A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:
- Instituições financeiras: 31,33% do estoque;
- Fundos de pensão: 22,41%;
- Fundos de investimentos: 22,93%;
- Não-residentes (estrangeiros): 9,58%
- Demais grupos: 13,76%.
Com a maior tensão no mercado financeiro em setembro, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a agosto, quando estava em 9,91%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.
Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).
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