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Secretário de Agricultura Familiar distribui 3,5 mil cartões de auxílio financeiro no Araguaia

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Ao todo, serão investidos R$ 75 milhões no Programa, que contará com recursos do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa e de emenda parlamentar do senador Jayme Campos

Da Redação

O Governo de Mato Grosso estruturou uma força-tarefa para distribuir o auxílio financeiro do Programa Ser Família Emergencial em tempo célere. Para tanto, o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, irá entregar 3.509 cartões a partir desta quinta-feira (05.05) nos municípios de Confresa, Vila Rica, Porto Alegre do Norte, Canarana, Água Boa e Nova Xavantina.

“Representar o governador e a primeira-dama neste programa é uma grande honra, pois será um benefício que atenderá muitos em meio a essa grande dificuldade financeira nesta pandemia. O programa vai atender mais de 100 mil famílias, e inclusive estive presente com Virginia Mendes, onde pude conversar pessoalmente e saber todos detalhes deste programa. Essa ação é de extrema sensibilidade e importância”, destaca o secretário.

Em todo o Estado serão mais de 100 mil famílias atendidas, cadastradas no Cadastro Único e que tem renda mensal per capita de R$ 70. Cada uma dessas famílias receberá R$ 150 mensais durante cinco meses. A primeira parcela será depositada no dia 8 de maio.

Ao todo, serão investidos R$ 75 milhões no Programa, que contará com recursos do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa e de emenda parlamentar do senador Jayme Campos.

Silvano reforça que além do Ser Família Emergencial, a primeira-dama Virginia Mendes segue com outras ações de amparo às pessoas em situação de vulnerabilidade social no Estado.

“O Governo entregou 400 mil cestas básicas para as famílias que precisam, por meio do projeto ‘Vem ser Mais Solidário’, também coordenado pela primeira-dama do Estado”, acrescentou.

Confira o cronograma de entrega dos cartões no Araguaia:

Quinta-feira (06.05)

Vila Rica

10h – Entrega dos cartões Ser Família Emergencial: centro de múltiplo uso – serão entregues 36 cartões.

Confresa

13h30 – Entrega dos cartões Ser Família Emergencial: centro social de atendimento as famílias – serão entregues 1589 cartões.

Porto Alegre do Norte

15h – Entrega dos cartões Ser Família Emergencial: centro de múltiplo uso – serão entregues 612 cartões.

Sexta-feira (07.05)

Canarana

9h – Entrega dos cartões Ser Família Emergencial: Secretária de Assistência social do município – serão entregues 674 cartões.

Água Boa

11h – Entrega dos cartões Ser Família Emergencial: Secretária de Assistência social do município – serão entregues 368 cartões.

Nova Xavantina

14h – Entrega dos cartões Ser Família Emergencial: Câmara municipal – serão entregues 230 cartões.

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Juros para famílias sobem em agosto e inadimplência chega a 6%

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As famílias brasileiras continuaram enfrentando aumento dos juros, da inadimplência e do endividamento em agosto, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta terça-feira (29) pelo Banco Central (BC).

A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 61,7% ao ano, com alta de 1,4 ponto percentual (p.p.) em relação a julho; e de 2,9 p.p. na comparação com agosto do ano passado.

Entre as modalidades que mais pressionaram o indicador estão o cartão de crédito rotativo e o cartão parcelado.

Considerando famílias e empresas, a taxa média de juros das operações com recursos livres ficou em 48,5% ao ano em agosto, com aumento de 0,8 p.p. no mês e de 2,3 p.p. em 12 meses.

No caso especificamente das empresas, a taxa média de 24,2% representa recuo de 1,0 p.p. no mês e de 0,7 p.p. em 12 meses.

“Prevaleceu o efeito da variação das taxas (efeito taxa), com destaque para as reduções das taxas médias de cartão de crédito rotativo (-26,9 p.p.), de capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-4,1 p.p.) e de capital de giro com prazo superior a 365 dias (-1,0 p.p.)”, detalhou o BC.

Crédito

Apesar dos juros mais elevados, o crédito às famílias continuou crescendo. O saldo das operações livres para pessoas físicas alcançou R$ 2,6 trilhões, com expansão de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses.

O resultado foi puxado principalmente pelo financiamento de veículos, pelo cartão de crédito rotativo e pelo crédito consignado para trabalhadores do setor privado, modalidade que concentra as operações do Crédito do Trabalhador.

Nas empresas, a taxa média de juros do crédito livre ficou em 24,2% ao ano, após recuo de 1 p.p. em agosto. O saldo dessas operações somou R$ 1,6 trilhão, com queda de 0,6% no mês e alta de 0,5% em 12 meses.

Segundo o BC, o resultado foi influenciado principalmente pela redução das operações de capital de giro, de desconto de duplicatas e outros recebíveis.

O saldo total da carteira de crédito livre atingiu R$ 4,1 trilhões em agosto, crescimento de 0,2% no mês e de 6,5% em 12 meses.

Endividamento e inadimplência

Os indicadores de crédito mostram que o endividamento das famílias atingiu 49,9% em julho, com aumento de 0,2 p.p. em relação ao mês anterior e de 1,1 p.p. em 12 meses.

O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas ficou em 28,7%, estável na comparação mensal, mas 1,4 p.p. acima do registrado um ano antes.

Ao mesmo tempo, a inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou 5% em agosto, com alta de 0,1 p.p. no mês e de 0,9 p.p. em 12 meses.

Entre as famílias, a taxa de inadimplência chegou a 6%, avançando 0,2 p.p. em relação a julho e 1,1 p.p. na comparação anual. Nas operações com empresas, o indicador permaneceu estável em 3,3%.

Crédito total soma R$ 7,4 trilhões

O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em agosto, o que representa expansão de 0,5% no mês.

As operações com famílias cresceram 0,8%, chegando a R$ 4,7 trilhões. Nas empresas, houve redução de 0,1%, para R$ 2,7 trilhões.

Em 12 meses, o crédito total acumulou crescimento de 9,2%, com avanço de 10,5% nas operações destinadas às pessoas físicas e de 7,1% naquelas voltadas às empresas.

Considerando empréstimos bancários, títulos de dívida e financiamentos externos, o crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 22 trilhões em agosto, o que equivale a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O saldo cresceu 0,6% no mês e 11,3% em 12 meses.

O crédito ampliado às empresas somou R$ 7,3 trilhões, valor equivalente a 54,6% do PIB, com expansão de 1,1% em agosto e de 8,7% na comparação anual.

Reservas bancárias avançam

Nos agregados monetários, a base monetária encerrou agosto estável, na comparação com o mês anterior, em R$ 432,6 bilhões. Tendo como base comparativa agosto de 2025, apresentou retração de 1,4%.

As reservas bancárias cresceram 4,5% no mês, enquanto o volume de papel-moeda em circulação recuou 0,5%.



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