Mato Grosso
Governador pede prioridade para gestantes na vacinação contra a covid-19 em MT
Mato Grosso
Solicitação será avaliada pela Comissão de Gestores Bispartite em Mato Grosso (CIB-MT)
Da Redação
O governador Mauro Mendes pediu que seja dada prioridade às gestantes na vacinação contra a covid-19 em Mato Grosso.
A solicitação foi encaminhada nesta quinta-feira (22.04) à Comissão de Gestores Bipartite (CIB-MT), que é responsável por definir a distribuição dos imunizantes.
A CIB-MT é composta por membros do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).
“Sabemos que as gestantes estão entre os grupos mais vulneráveis a ter complicações e possuem risco elevado quando contraem a covid-19, o que coloca em risco a vida delas e de seus bebês. Por isso é importante que sejam vacinadas o quanto antes”, afirmou o governador.
De acordo com estudos da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, gestantes infectadas pelo coronavírus tem risco 62% maior de internação em UTI e 88% mais chances de precisar de ventilação mecânica invasiva.
A conclusão foi corroborada por outro estudo feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
Conforme os cientistas, o risco ocorre porque durante a gestação há uma diminuição da capacidade respiratória por conta do crescimento do útero, que restringe o abdômen e o tórax.
O Governo de Mato Grosso já conseguiu autorização para inserir os profissionais de Segurança como prioridades que já estão em fase final de vacinação. Além disso, já pediu para que os trabalhadores da Educação também sejam colocados no grupo prioritário.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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