Mato Grosso
Batalhão Ambiental identifica desmatamento e garimpo ilegal em Alta Floresta
Mato Grosso
Os policiais confirmaram que além do desmatamento, havia sido instalado e, em pleno funcionamento uma estrutura de extração de minério com trator escavador
Da Redação
Equipes do Batalhão de Proteção Ambiental dão continuidade a Operação Ambiental e identificam exploração ilegal de mineiro e desmatamento em uma área na zona rural de Alta Floresta. Nesta quarta-feira (31.03), policiais seguiam as coordenadas de alertas de desmatamento, emitidos pela Plataforma Planet SCCON e, no local, um homem atendeu a equipe e assumiu ser o responsável pelo garimpo. Ele foi conduzido à Delegacia.
Os policiais confirmaram que além do desmatamento, havia sido instalado e, em pleno funcionamento, uma estrutura de extração de minério com trator escavador, três motores de extração/dragagem, duas plantas bases para separação de substâncias minerais e um reservatório de combustível de mil litros.
Ainda no local, foi montado um acampamento com materiais para manutenção das máquinas. Os militares confirmaram grande retirada de ouro. Devido à impossibilidade de remoção e transporte dos materiais, ficaram sob depósito no nome do proprietário com termo de apreensão e notificação para retirada. Posteriormente serão lavrados os autos administrativos pertinentes as infrações junto com o boletim de ocorrência.
Antes de chegar à área, os policiais realizaram a abordagem de um senhor de 61 anos que dirigia uma caminhonete Toyota Hilux branca. Foi encontrado dentro do veículo um revólver calibre 38 e ele também conduzido à Delegacia da cidade.
Serviço
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, pelo 190 ou, sem precisar se identificar, por meio do disque-denúncia 08000.65.3939. Nesse número, sem custo de ligação, qualquer cidadão pode informar situações suspeitas ou crimes. Exemplos: a presença de foragidos da Justiça com mandado de prisão em aberto e ponto de venda de droga
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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